Sou apaixonada pelo futuro, esse território infinito e que não envelhece. Gosto desse desconhecido e gosto ainda mais da possibilidade de o conhecer. Gosto de existir e ir além do meu tempo. Gosto de fazer acontecer um amanhã melhor, e por isso sou, penso, atuo e entrego-me – à vida, à possibilidade e à criação maior.
O futuro que hoje sentimos é intrigante. E digo sentimos, intencionalmente. A complexidade e imprevisibilidade dos tempos e dos contextos se por um lado traz medo, por outro traz propósito. Há realidades problemáticas, desafios a resolver, consensos e paz a inteirar. Há também consciências mais plenas, um maior sentido de responsabilidade com o planeta e as pessoas, uma nova geração mais assertiva, uma sociedade global que se quer unida e comprometida. Há conhecimento, há tecnologia, há possibilidade de sermos cada vez mais humanos. Há, no entanto, dúvidas e ansiedades que nos tomam. Seremos capazes de ganhar conforto no desconforto? De construir no caos? De sonhar na confusão? Costumo dizer que o contexto não ficará mais simples ou fácil, e isso é bom, alenta-nos a existência. Sejamos realistas. Os desafios não vão diminuir – até porque assim que resolvemos um, logo estamos na possibilidade de resolver o próximo; e as ambições não vão ser menores – porque o ser humano não existe para apenas se manter. Então o que nos pode intimidar e limitar?
Hoje, há todo um questionamento bom. As invenções e inovações que nos trouxeram até aqui, dão-nos a possibilidade de agora em diante fazermos o bem e o bonito com intenção. Hoje, podemos tratar o inconformismo e o pragmatismo na mesma medida para que o progresso seja efetivamente bonito e positivo. Queremos? Está nas nossas mãos.
Mais. Há longevidades que ditam as vidas e os tempos, há caminhos a fazer de mão dada com pessoas que admiramos, há amores plenos a terem de ser vividos sem medo, há verdades maiores a acionar com determinação, há lideranças que se querem corajosas, há compreensões, colaborações e movimentações intergeracionais que nos levarão a todos mais longe. Acreditamos?
Estamos numa era fascinante, de seres cada vez mais pensantes, mas também atuantes. Há mentes renascentistas, presentes minimalistas e futuros impressionistas. E por isso acredito na beleza do desconhecido e nesse nosso amanhã. A amar e a atuar.
*O título deste artigo é, propositalmente, idêntico ao da Happy Conference 2024, que acontece no próximo dia 10 de julho, no Teatro Tivoli BBVA
Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.