É incontornável: quando os jornalistas chegam a Baselworld e irrompem pelo pavilhão principal no dia inaugural destinado à imprensa, a primeira coisa que fazem é seguir diretamente para o stand da Rolex. A explicação é simples e nem tem propriamente a ver com o facto de a Rolex ser ou não a marca mais importante em exposição – e nem é, se forem seguidos parâmetros de alta-relojoaria, mas sê-lo-á tendo em conta o volume de produção/faturação e sobretudo porque é uma manufactura relojoeira que simplesmente não permite fugas de informação. Ou seja: as novidades são mesmo novidades, não novidades apresentadas antecipadamente sob embargo como sucede com muitas outras marcas relevantes.
Outra razão preponderante para o afã e curiosidade jornalística tem a ver como o facto de a Rolex parecer que se move a uma velocidade glacial relativamente a alterações no seu catálogo e introdução de novidades – embora na realidade seja uma empresa inovadora que segue inexoravelmente o caminho que trilhou com o aperfeiçoamento constante da sua fórmula técnica/estética. E se qualquer detalhe que seja novo acaba por ser muito mais relevante numa análise global do que possa parecer à primeira vista, a introdução de um novo modelo suscita logo grandes parangonas.
Não foi propriamente o que aconteceu este ano, mas as novidades merecem ser devidamente analisadas – e essas novidades prendem-se com a afinação de vários modelos-chave da coleção, a apresentação de um novo calibre automático e a estreia de um tipo de bracelete nunca antes utilizado na sua história.
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