O passeio começa logo pelo trajeto que se escolhe. E nem vale a pena argumentar que pela autoestrada se chega mais depressa. A partir de Lisboa, o melhor é apontar a Sintra e depois apanhar a EN247, passando por terras com nomes como Godigana, Carne Assada, Odrinhas ou Pobral, avistando ao longe o Palácio Nacional de Mafra. A ponte sobre o rio Lizandro diz-nos que o destino está perto, anunciado pelo mar poderoso que surge do lado esquerdo à medida que percorremos a estrada até ao centro da Ericeira. Depois não tem nada que enganar: estaciona-se o carro e percorre-se a pé esta antiga vila de pescadores, com as suas ruas de paralelepípedos e casas brancas debruadas a azul, onde a cultura do surf convive com uma gastronomia ligada ao mar.

Ponto de venda de peixe e marisco frescos, de legumes, fruta e produtos típicos da região saloia, o mercado municipal volta a ser, por estes dias, a casa do Festival Internacional do Ouriço-do-Mar. No piso 2, iluminado pela luz natural, as bancas servem de balcão a uma “iguaria única” que era pouco conhecida da maioria das pessoas.
