A tarde de sábado foi passada de porta aberta, frente à igreja de Barão de São João. Bastou tirar um dos pilaretes e estacionar, com o compromisso de sair dali caso houvesse algum funeral. Não houve.
Há três dias que as gentes da aldeia viam a caravana VISÃO passar. Caravanas, por estes lados não são coisa estranha, pelo contrário, mas esta é ainda mais comprida do que as outras e tem autocolantes a toda a volta e a palavra VISÃO escrita em letras garrafais.
Ainda assim, na sexta-feira à noite, havia quem torcesse o nariz aos “senhores da Cabovisão” que teimavam em parar a “camioneta” no largo da igreja. Mas no dia seguinte, quem passou por ali, entrou.
De uma vez, entraram Maria Francisca e Natividade Evangelista, duas amigas e colegas de bordados. Todas as noites de quarta-feira, encontram-se com mais umas quantas vizinhas de Barão de São João para aprender a bordar, com uma monitora de Sagres. Na tarde de sábado, visitaram a redação-itinerante com o propósito de mostrar os seus talentos.
“Eu histórias não sei contar”, foi dizendo Maria Francisca. Em troca, mostrou como faz bem folares, arrepiados (bolos de amêndoa) e naperons. Natividade Evangelista também não se fez rogada. Trouxe poemas seus, dedicados aos filhos e editados pela junta de freguesia. No fim, ambas brindaram com medronho, que por graça chamam de chá algarvio.
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