O presidente da autarquia, António Pina, explicou que a dívida já foi considerada prescrita e mostrou “toda a disponibilidade para encontrar, caso a caso, planos de pagamento que permitam às pessoas pagarem a dívida não prescrita”, para haver, daqui para a frente, um “maior rigor no cumprimento das rendas por parte destes inquilinos”.
O presidente da câmara lembrou que as famílias que ocupam os 720 fogos de habitação social do concelho “já são apoiadas” e “vivem em casas que todos os olhanenses contribuíram para pagar”, dispondo de “rendas escalonadas de acordo com o rendimento de cada um”, em valores que vão desde os 10 euros aos 200 euros.
“Mas também é moralmente exigível que a sua pequena contribuição também seja paga e tem que haver este espírito de algum rigor”, contrapôs, garantindo que após a renegociação com os inquilinos das dívidas ainda por vencer e das rendas, de acordo com os seus rendimentos, a autarquia irá adotar as medidas contra quem não cumprir.
O presidente da autarquia algarvia sublinhou que “o devedor típico tem dívida vencida e não vencida” e a câmara vai dizer-lhes que “já não faz contas à não vencida, mas à que está por vencer” e avisou que serão tomadas as “devidas precauções administrativas para que não se torne vencida e incobrável”.