Autora de um romance policial recentemente lançado, Gangue do Multibanco – Memórias de uma Inspetora-chefe da Polícia Judiciária, baseado nas investigações que levaram ao desmantelamento do bando, e nas quais participou, afirma: “Se calhar, antigamente, os crimes eram planeados e executados de forma mais sofisticada e inteligente.” Sabe do que fala, pois foi durante três décadas investigadora criminal na Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB), a unidade da PJ que lidava com a criminalidade mais violenta. Hoje vê notícias de crimes e pergunta-se: “Caramba, o tipo estava mesmo à espera de não ser apanhado?!” Mas, ao mesmo tempo, explica que é de crimes banais que a perceção de insegurança nasce. E associa a política de “portas abertas” à imigração a uma sensação de insegurança que diz ser crescente.
Por que decidiu escrever e lançar agora um romance policial baseado nas investigações que levaram ao desmantelamento do Gangue do Multibanco, em que participou há30 anos?