Quando morre alguém antes do tempo – o que será isso do tempo de morrer? –, a comoção generaliza-se. Mais ainda quando esse alguém vivia na esfera pública. Dependendo da dimensão do seu estrelato, o sofrimento alarga-se ao País ou ao mundo, mesmo que nunca tenhamos privado com quem parte ou sequer seguido os seus feitos.
A morte antes do tempo – do tempo em que esperávamos – implica sempre rispidez. Nunca são causas naturais, que essas reservam-se aos que já cruzaram todas as etapas da vida. Normalmente, nestes casos há uma interrupção abrupta do percurso que se julgava longo, quiçá brilhante, por culpa de um acidente, de excessos ou de uma doença traiçoeira. Nada é natural na morte de um jovem. Então como a digerir?
