O dia em que Pedro Antunes ouviu que tem uma perturbação do espetro do autismo não foi um dia feliz. Quase uma década depois, lembra-se bem de como lhe custou receber esse diagnóstico. “Senti tristeza, porque já tinha 29 anos quando percebi que alguns dos meus comportamentos eram fora do normal”, recorda, no parque junto ao tribunal do Montijo, um bom refúgio numa tarde quente.
Desde miúdo que Pedro se isolava, não conseguia manter uma conversa, não podia sair da rotina. Até há uns tempos, ficava frustrado e irritado se não bebia um café e comia um pastel de nata logo que chegava do trabalho – e esse é só um dos exemplos que escolhe para demonstrar como precisa de levar uma vida muito estruturada.
