A coisa, a querer fazer-se bem, faz-se assim: sentamo-nos a conversar à volta de uma mesa, e a vida, simples e pura, como o poeta gostava dela, acontece. Depois, alguém capaz de a contar vem e conta-a, reinventando-a com uma intenção.
Esse é um dos ensinamentos mais preciosos deixados por Manuel da Fonseca, o poeta e também escritor, jornalista, publicitário, caixeiro-viajante, que, acima de tudo, se considerava um ficcionista, logo explicando que o ficcionista tinha de ser um “construtor de mundos”. Não podia ser um erudito.
