O sol cai e a noite apresenta-se fria, que o vento desagradável já se instalou em Lisboa para o outono. Nada que demova um grupo de seis pessoas com surdez de ouvirem os concertos do Santa Casa Alfama, no palco ao ar livre, instalado junto ao novo terminal de cruzeiros, em Santa Apolónia.
Não foi um erro, é mesmo assim: os surdos ouvem música, porque esta, quando tocada ao vivo, não é só som, é espetáculo, luz, cor, expressão e, acima de tudo, vibração.
