Mandar limpar a seco um fato custa, em Lisboa, €8 (menos 3,12% que a média), são precisas 2,1 horas de trabalho para pôr na lavandaria e, no que diz respeito a todo País, gastamos quase €44 milhões na limpeza a seco.
Os dados são da empresa inglesa de limpeza a seco (online) Zipjet que encomendou um estudo que envolveu 100 cidades, um pouco por todo o mundo, com o objetivo de fazer um “index” desta indústria e que benefícios traz para a economia global.
A cidade mais cara para lavar um fato a seco é Oslo, na Noruega. Os €42,16 estão 31% acima das restantes localidade, mas como os ordenados são mais altos, um norueguês só precisa de trabalhar 2,3 horas para mandar lavar o fato.
De relance, o estudo mostra que Jakarta, na Indonésia, é a cidade mais barata, apenas €1,78, os russos são os que gastam mais dinheiro por ano, cerca de €2,6 mil milhões a limpar fatos e que Portugal ocupa o 64.º lugar na tabela dos preços.
A escolha das cidades teve por base o facto de serem capitais ou centros de negócios. Para chegar ao custo da lavagem de um fato em cada um dos lugares foram recolhidos os preços de 10 lavandarias diferentes e feita uma média tendo em conta o custo de lavagem de um fato de duas e outro de três peças, assim como o preço da lavagem das calças e do casaco em separado.
Mais barato que em Lisboa, é, por exemplo, mandar lavar em Roma (€7,33), São Paulo (€6,46) ou Istambul (€5,21).
Quanto ao número de horas de trabalho necessárias ocupamos o 49.º lugar da tabela, à frente de cidades europeias como Paris, Munique, Amesterdão, Madrid, Dublin ou Berlim.
Se os russos são os campeões da lavagem a seco, os portugueses ficam-se pelo 86.º posto, ainda assim à frente do Dubai – onde apenas meia-hora de trabalho chega para ganhar os €7,26 da limpeza a seco. O contraste é absurdo com Lagos, na Nigéria, onde são precisas 22 horas de trabalho para poder pagar os €5,19 da lavandaria.