De cada vez que alguém de quem gosta no Tinder também gosta de si (isto é, faz um match), e de cada vez que alguém o rejeita, a aplicação guarda esses dados e usa-os para lhe atribuir uma nota. Porém, nunca se sentirá frustrado ou rejeitado, porque a aplicação que lhe permite conhecer desconhecidos com um simples deslizar de dedo no ecrã não revela essas avaliações aos utilizadores. O Tinder constrói o ranking dos “mais desejados” e dos “menos desejados” mas esconde-o. A revelação foi feita pela revista Fast Company e promete mudar a forma como os utilizadores olham para aquela que é já a aplicação mais utilizada por quem deseja conhecer pessoas e já foi descarregada mais de 100 milhões de vezes.
Sean Rad, diretor do Tinder, explicou terem sido necessários dois meses e meio para criar o algoritmo que permite estabelecer o ranking porque há muitos factores que são tidos em conta. E quais são eles? Sean Rad não entrou em pormenores, adiantou apenas: “Não é só a beleza.” Não importa o motivo, apenas se preferiu deslizar para a direita ou para a esquerda (isto é, gostar ou rejeitar). Um utilizador pode gostar de outro porque ele é, de facto, bonito, porque simplesmente gosta de morenos ou loiros, ou até simplesmente porque há algo em comum nos seus perfis. Ao que tudo indica, se conseguir um match com alguém que tenha uma nota alta também conseguirá elevar a nota, conta Jonathan Badeen, vice-presidente da marca.
A nota que o Tinder não tenciona tornar pública é chamada de “Elo score” e servirá para aproximar pessoas que tenham uma avaliação semelhante. Se é mulher, procura homens e está na lista das mais desejadas, automaticamente deverá conseguir ver perfis dos homens mais desejados. Se, pelo contrário, é homem e está na lista dos “menos desejados” o que lhe será proposto pela aplicação são perfis das “menos desejadas”. A sorte é que o seu ego nunca sairá defraudado porque não tem forma de saber.
Na semana passada, no Consumer Electronic Show (CES) 2016, a maior feira de tecnologia do mundo, foi revelado que o Tinder foi a segunda aplicação mais usada pelos participantes: mais de 60% usaram-na (61,2%). Na dianteira ficou o Facebook Messenger, em terceiro e quarto lugar surgiram o Twitter e o Snapchat, respetivamente.