EUA, Inglaterra, França, Espanha, Portugal… Importantes meios de comunicação social de todo o mundo, do The Telegraph ao Le Figaro, do The Independent ao El Mundo, têm divulgado a suposta notícia de um homem asiático que impediu nadadores-salvadores de resgatar a filha, de 20 anos, das águas de uma praia no Dubai – aparentemente, preferia que ela morresse afogada do que perdesse a honra ao ser tocada por homens estranhos.
Compreensivelmente, a indignação alastrou. Mas o The Guardian revela que o sinistro incidente aconteceu há 19 anos. A fonte original é uma entrevista de memórias do site Emirates 24/7 News a um agente da polícia, que recorda esse episódio como um dos mais marcantes da carreira, e o jornal britânico confirmou que a história remonta a 1996.
O artigo do site dos Emirados Árabes Unidos, na verdade, não faz referência à data do caso, mas percebe-se pelas declarações da testemunha que não é recente. “Este é um dos incidentes que não consigo esquecer. Chocou-me a mim e aos que estavam comigo”, refere Ahmed Burquibah, subdiretor do Departamento de Busca e Salvamento da Polícia do Dubai. A notícia termina com a informação de que, “mais tarde”, o pai da rapariga foi preso, acusado judicialmente e processado pelas autoridades.