Segundo a BBC, o material genético foi congelado antes de o marido de Beth ter começado tratamento contra a doença.
A lei britânica permite que o material genético seja conservado até 55 anos, se o termo de consentimento for renovado regularmente.
Neste caso, uma vez que o doador tinha falecido, a Autoridade de Fertilização e Embriologia Humana (HFEA) – defendia que o sémen só fosse armazenado até 2015, apesar do documento assinado pelo marido a autorizar a sua utilização em caso de morte.
Após a decisão do tribunal, que determinou que o sémen será mantido até, pelo menos, abril de 2023, Beth mostrou-se radiante com a “liberdade” de decidir se quer ou não ter um filho.
“É uma decisão importantíssima ter um filho que nunca vai conhecer o pai. Não vou decidir isso agora. Preciso de mais tempo para retomar minha vida. E até pode ser que decida não fazer o tratamento para engravidar.”
A batalha judicial, no entanto, ainda não chegou ao fim, já que a HFEA decidiu recorrer da decisão.