Diederik Stapel é um psicólogo holandês renomado, o que torna ainda mais inesperada a revelação de que falsificou dezenas de estudos, conforme anunciaram esta semana, em conjunto, três universidades onde trabalhou.
O psicólogo terá tirado partido do facto de, na área da psicologia, serem aceites resultados que não são investigados nem desafiados posteriormente.
Entre os trabalhos publicados por Diederik Stapel contam-se um estudo sobre o efeito do poder na hipocrisia, outro sobre os esterotipos raciais e, mais recentemente, um estudo sobre como a publicidade afeta a forma como cada um se vê a si próprio.
Muitas das suas conclusões mereceram a atenção dos meios de comunicação, incluindo a do The New York Times, que deu conta, em dezembro, deste estudo sobre a publicidade e a identidade.
Num comunicado publicado no site da Universidade de Tilburg, o médico pede desculpa aos seus colegas: “Falhei enquanto cientista e investigador”, admite, “Sinto-me envergonhado e arrependo-me”, escreve ainda.
A comissão que investigou este caso não divulgou a lista dos trabalhos que concluiu serem fraudulentos.