Tem 45 anos e está desempregado mas em tempos pertenceu a uma Corporação de Bombeiros. É este o perfil de um homem que com recurso a um isqueiro terá ateado 26 fogos florestais, só este ano, e só no concelho de Oliveira de Azeméis. Foi detido pela Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, com a colaboração da GNR, fora de flagrante delito.
Estes incêndios começaram no mês de Junho, em diversos lugares de Oliveira de Azeméis, e causaram alarme devido à proximidade de habitações. Dois destes incêndios tiveram grandes proporções – nos dias 14 e 25 de Julho -, tendo de ser mobilizadas as corporações de Fajões, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Lourosa, Vale de Cambra, Arouca, Santa Maria da Feira, Albergaria, Ovar, Murtosa, Mealhada, Castelo de Paiva, Esmoriz e Espinho.
O presumível autor destes incêndios já tinha cumprido pena de prisão efectiva pelo mesmo crime. Vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para conhecer as medidas de coação.
Desde o início do ano, a Polícia Judiciária identificou e deteve 35 pessoas por suspeitas de autoria do crime de incêndio florestal. Só esta terça-feira foram detidos quatro homens suspeitos de terem ateado incêndios florestais na Guarda, Mealhada, Mangualde e Pinhel. Dois confessaram os crimes. Todos ficaram em prisão preventiva.
O suspeito de ter ateado um fogo em Mangualde tem 43 anos e é pastor de profissão. O alegado autor de um fogo posto na Mealhada tem 26 anos e é trabalhador agrícola, com “um certo fascínio por visualizar” os meios aéreos durante o combate às chamas. Na Guarda, o suspeito de provocar pelo menos quatro incêndios florestais tem 46 anos, está desempregado e já terá tentado “colocar fogo directamente em botijas de gás” arrumadas no exterior de um quiosque da cidade. Já o suspeito de ter ateado um fogo em Alverca da Beira tem 54 anos, é agricultor e já tinha sido condenado por crimes da mesma natureza.