A velha máxima que os romanos aplicavam a um pequeno povo à beira-mar, na face ocidental do que viria a ser a Europa – ou seja, de que não se governa nem se deixa governar – poderia ser aplicada à sua versão açucarada dos trópicos, o Brasil, e à sua embandeirada máxima “Ordem e Progresso”, que tem o mesmo efeito prático de uma linha de caminho de ferro que termina num abismo, mas que dá pelo nome de “rota segura”.
Portanto, por muita boa vontade que o lema tenha, o progresso está por cumprir, ainda que Fernando Henrique Cardoso tenha dado o mote, e a ordem – no caso, a falta dela – é o que alimenta a chamada “bancada da bala”, o bloco parlamentar pró-armas e adepto da linha-dura na segurança pública.