Acabado de aterrar em Joanesburgo, após quase dez horas de voo desde Istambul, não é só o ar quente e seco do planalto sul-africano que me dá as boas-vindas. O sorriso habitual de quem, com pouco, se habituou a fazer muito é a maior recompensa para o longo voo intercontinental. Mas, desta vez, com um orgulho reforçado, porque, diz-me uma polícia de fronteira, “chegou ao lugar mais seguro do mundo”.
A África do Sul sabe que o planeta a olha com alguma desconfiança. O legado de Nelson Mandela tem sido, numa medida razoável, seguido pela classe política e decisora do país, mas a imagem que passa é tantas vezes de insegurança e luta pela sobrevivência que não tem correspondência nas verdadeiras potencialidades de um país com riqueza humana, natural e patrimonial.

