Depois das duas mortes registadas na quarta-feira, atribuídas ao acumular de gente em espera para atingir os 8.848 metros do pico do monte, a tragédia nos Himalaias contínua, tendo já vitimado inclusive um guia nepalês.
Ao que adianta o The Telegraph, nem a descida é mais segura – já que, entre as vítimas está o irlandês Kevin Hynes, 56 anos, que se ficou na sua tenda, situada a 7 mil metros, na madrugada de sexta-feira, já no caminho de regresso, depois de ter atingido o topo.
Foram ainda identificadas outras três vítimas, que também perderam a vida na descida: Kalpana Das, de 49 anos, Nihal Ashpak Bagwan, 27, e Ernst Landgraf . Mais uma vez, a confusão de gente por ali não foi alheia a estas mortes.
“Bagwan morreu de desidratação, exaustão e cansaço depois de ter sido apanhado na confusão de alpinistas”, disse Keshab Paudel, da agência de turismo Peak Promotion, responsável pela logística do alpinista.
Segundo as últimas contagens, estima-se que haja entre 200 e 300 alpinistas em fila a tentar chegar ao cume do monte – uma atividade que se tornou um negócio lucrativo para o Nepal desde que Edmund Hillary e Tenzing Norgay fizeram a primeira escalada do Everest em 1953.
Além disso, este prometia ser um ano excelente para quem almeja chegar lá acima, já que foram atribuídas 381 licenças, um número absolutamente recorde. Como cada alpinista vai normalmente acompanhado por pelo menos um guia sherpa, haverá por ali em simultâneo mais de 750 pessoas, trilhando a montanha até ao topo. Junte-se as pelo menos outras 140 que receberam autorização para subir do lado norte do Tibete, e o número total promete ultrapassar o recorde de 807 estabelecido no ano passado.
Mas, segundo os especialistas, a temporada de primavera é relativamente curta – entre 7 a 12 das – o que permite antever problemas nos acessos. Contas feitas, em média morrem entre cinco e dez alpinistas por ano a caminho, ou no regresso, do Everest.
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