“O meu filho estava na Manchester Arena hoje. Não está a atender o telefone! Por favor ajudem-me”. O tweet implorava a ajuda da Internet acompanhado de uma fotografia de um adolescente e foi partilhado mais de 15 mil vezes. Um exemplo de solidariedade online? Sim, mas sobretudo da facilidade com que se espalham as notícias falsas, mesmo quando o assunto é tão sério como crianças e adolescentes desaparecidos.

Neste caso, o jovem do falso apelo é um youtuber popular, responsável pelo canal TheReportofTheWeek, que já respondeu, em vídeo, ao episódio, e garante que não estava sequer nas imediações no concerto, mas nos Estados Unidos.
“Infelizmente isto é um esforço de vários trolls e utilizadores da internet, alguns utilizadores da internet, só para tentar enganar o público com notícias falsas”, diz.
E no rescaldo do atentado que fez 22 mortos e mais de 60 feridos, no final de um concerto da cantora ‘pop’ norte-americana Ariana Grande, a que assistiam muitas crianças e jovens, este caso não é único.
Este tweet, por exemplo, foi partilhado mais de 16 mil vezes, mas os comentários encheram-se rapidamente de alertas para o facto de a foto do “gémeo” desaparecido ter sido usada como foto de perfil do próprio utilizador, em fevereiro….
