Nem fato, nem gravata
O cabelo preso num “inegociável” rabo de cavalo é a imagem de marca do político que entretanto “deixou cair” um piercing na sobrancelha, por uma questão de respeito e etiqueta. Sem fato nem gravata, Pablo Iglesias anda sempre de mangas arregaçadas, com a fralda da camisa presa nos jeans. Nos punhos, algumas pulseiras, uma delas com as cores da bandeira republicana (vermelho, amarelo e roxo). Um estilo de Vallecas, bairro operário onde nasceu nos subúrbios de Madrid.
O peso de um nome
Filho de pais militantes socialistas, o seu nome é uma homenagem ao co-fundador do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), em 1879, Pablo Iglesias Posse.
Da ‘jota’ comunista para a TV
Dos 14 aos 21 anos Pablo Iglesias integrou a União das Juventudes Comunistas de Espanha. Mais tarde, em 2001, e ainda antes de se licenciar em Direito na Universidade Complutense de Madrid, foi ativista do Movimento Anti-Globalização. Já doutorado em Ciências Políticas pela mesma universidade, onde também é docente honorário, começou a trabalhar para a Fundação Centro de Estudos Políticos e Sociais e a colaborar com revistas. A moderação do talk-show político La Tuerka levou-o a ser presença assídua dos canais generalistas.
Nova força política
Nas eleições europeias de maio de 2014, quatro meses depois de ter surgido, quase de forma espontânea e com um orçamento de 130 mil euros obtidos por crowdfunding, o Podemos obteve 1,24 milhões de votos (9,7%), elegendo cinco deputados e tornando-se a quarta maior força política espanhola. Agora, nas sondagens para as eleições gerais, previstas para novembro, reúne cerca de 28% das intenções de voto.
Marcha da Mudança
No passado sábado, 31 de janeiro, mais de 150 mil espanhóis ?concentraram-se nas ruas de Madrid, entre a Porta do Sol e a Praça de Cibeles, numa marcha ?que marcou o início da campanha eleitoral do movimento de esquerda radical Podemos ?e serviu para medir forças e demonstrar que “a mudança é possível”.