A imagem viral mostra uma rapariga com o rosto parcialmente tapado pela mão e o slogan da campanha “#BringBackOurGirls”, que pede a libertação do grupo de meninas nigerianas desaparecidas desde o dia 15 de abril, quando um grupo de militantes islâmicos conhecido como Boko Haran irrompeu por uma escola secundária e sequestrou centenas de alunas. Algumas conseguiram fugir, mas 274 continuam desaparecidas.
No entanto, a fotografia que se tornou o rosto da campanha, e que tem partilhada centenas de milhares de vezes nas redes sociais, nada tem a ver com o drama nigeriano. O diretor criativo da campanha, o nigeriano Emmanuel Hephzibah usou apenas uma imagem de arquivo de uma menina de 13 anos, da Guiné Bissau, que esperava a chegada da professora, em maio de 2011.
Segundo o site Mashable, a fotógrafa responsável pela imagem, Ami Vitale, já recorreu ao Twitter e a jornais como o New York Times e o Washington Post para tentar repor a verdade. “Muitas vezes fico aborrecida quando usam as minhas fotografias sem permissão, mas não é disso que se trata. Apoio completamente a campanha e faria tudo para chamar a atenção para a situação”, garante a fotógrafa, sublinhando, no entanto, que o problema aqui é uma “representação falsa”.