“Os gritos eram tão fortes que se ouviam na outra ponta do corredor”, contou um diplomata europeu à agência de notícias AFP. Na origem da discussão acesa entre Nicholas Sarkozy e Durão Barroso esteve a polémia expulsão de centenas de pessoas de território francês.
Mais tarde, o Presidente francês, em conferência de imprensa, deu a sua versão da conversa com o presidente da Comissão Europeia: “Expus francamente, e fortemente, o que a França pensa. Mas continuamos a trabalhar com o senhor Barroso sem qualquer problema. Mas se alguém manteve a calma e se absteve de fazer comentários excessivos, esse alguém fui eu”, garantiu Sarkozy.
O chefe de Estado francês assegurou ainda que a deportação de ciganos e o desmantelamento de acampamentos ilegais vai continuar.
Sarkozy está ainda irritado com a comissária europeia de Justiça, Viviane Reding, que comparou na última terça-feira as expulsões de Paris com o que aconteceu durante a ocupação nazi. Comentários que o Presidente francês considerou “escandalosos”.