“O senhor Lau Fat Wai passou a fronteira chinesa com documentos que são concedidos apenas aos cidadãos chineses”, especificou a fonte, que pediu para não ser identificada.
Em Macau é comum um cidadão chinês de nacionalidade portuguesa ter documentos de identificação chineses que facilitam a entrada no continente chinês sem necessidade de obtenção de vistos.
A grande maioria das cerca de 130.000 pessoas registadas no Consulado-Geral de Portugal em Macau é de etnia chinesa.
A República Popular da China “não reconhece a dupla nacionalidade aos cidadãos chineses”, de acordo com a sua lei da nacionalidade.
O advogado de Lau Fat Wai em Macau escusou-se a comentar a questão de o seu cliente ter utilizado documentos chineses na China.
Quinta-feira, ao terminar uma visita à China, o ministro da Justiça, Alberto Costa, garantiu em Macau que Portugal “não abandona” os seus cidadãos.
“Portugal não abandona o seus nacionais e em relação àqueles que detenham a nacionalidade portuguesa, manifestaremos sempre através de iniciativas todo o nosso empenho no sentido de evitar a concretização de condenações à morte”, disse Alberto Costa.
Lau Fat Wai, 49 anos, português de etnia chinesa, residente permanente de Macau e pai de um filho menor, foi condenado à morte num tribunal de Cantão, capital da província chinesa de Guangdong, em meados de Março, sentença que ainda não foi concretizada por o advogado chinês ter interposto recurso.
Além do tráfico de droga e posse de arma proibida, Lau Fat Wai está também condenado pelo crime de rapto tendo sido, neste caso, sentenciado a um ano de prisão, pena que não cumprirá se for executado.