Desde as 5h00 que os taxistas – que se recusam a transportar passageiros – começaram a bloquear as principais rotas que ligam os grandes “dormitórios” aos centros comerciais e industriais da cidade, criando longas filas de trânsito nas entradas de Joanesburgo e deixando milhões de passageiros sem transporte.
No Soweto, onde residem mais de 2,5 milhões de pessoas, os taxistas ameaçaram fisicamente vários condutores de autocarros que operavam nas suas rotas habituais, tendo um motorista da empresa “Putco” sido baleado com gravidade por um taxista não identificado.
Ao longo das principais auto-estradas em redor de Joanesburgo, os taxistas bloquearam várias faixas ao longo da manhã em marcha lenta, originando engarrafamentos de vários quilómetros.
Em vários locais, como no Soweto e na estrada “M1”, que liga Joanesburgo a Pretória, a polícia foi obrigada a intervir para descongestionar o trânsito, tendo mesmo disparado balas de borracha contra os grevistas em pelo menos três incidentes.
Um deles foi nas imediações da Universidade de Witwatersrand, à entrada para o centro da cidade, onde a manifestação principal dos operadores de “chapas” decorre esta terça-feira de manhã.
Depois de paralisarem quase por completo o trânsito no centro da cidade, os taxistas levam a cabo uma marcha de protesto que deverá terminar na câmara municipal e nos serviços adjacentes do governo provincial de Gauteng.
O futuro serviço municipal de autocarros, que interligará com o novo comboio interurbano de alta velocidade “Gautrain”, é o alvo das manifestações de protesto dos operadores de “chapas”, que acusam as autoridades de pôr em risco a sobrevivência do sector.
O governo provincial insiste que o novo serviço municipal de autocarros é uma necessidade premente para os utentes de transportes públicos e criou um programa de incorporação de alguns dos taxistas no novo serviço, como condutores dos novos autocarros, mas os “chapas” não aceitam o plano que levará à eliminação de cerca de cinco centenas de táxis colectivos.