O Al Nassr, de Cristiano Ronaldo, saiu derrotado em casa do Al-Hilal, por 2-0, na passada terça-feira. Claramente frustrado com a situação, depois do apito final, o jogador português ainda ouviu adeptos a gritar “Messi” e, sem olhar para as bancadas, saiu a agarrar nos genitais.
O ato chocou a comunidade porque, na Arábia Saudita, o que o alteta fez é um crime grave, segundo a advogada saudita Nouf Bint Ahmed, que ia realizar um pedido de deportação de Ronaldo ao Ministério Público.
“O comportamento de Ronaldo é crime na Arábia Saudita. É um ato público indecente e pode implicar pena de prisão. Quando cometido por estrangeiros é punido com deportação, por isso, vamos apresentar um pedido ao Ministério Público nesse sentido”, disse a advogada na rede social Twitter.
O clube do jogador português reagiu, justificando que o mesmo tinha uma lesão naquele local. “Ronaldo sofreu uma lesão. No lance com Gustavo Cuéllar causou uma lesão numa zona sensível. Quanto às exigências dos adeptos, são livres de pensar o que quiserem”, escreveu o clube num esclarecimento enviado à agência espanhola EFE.
Apesar das inúmeras reações, esta sexta-feira, o Comité de Disciplina e Ética da Federação de Futebol da Arábia Saudita (SAFF) decidiu não aplicar qualquer tipo de sanção a Cristiano Ronaldo. O Al Hilal foi multado, mas pelo atraso no regresso dos balneários depois do intervalo, num valor de 15 mil riais sauditas – 3,65 mil euros.