Duas semanas depois de ter sido anunciado pela Academia Real das Ciências da Suécia como o vencedor do Nobel da Literatura deste ano, Bob Dylan reagiu numa entrevista ao The Telegraph. “É difícil de acreditar”, atirou, expressando uma satisfação q.b..
Um estado de euforia é que não seria de esperar. O músico americano de 75 anos deixou a academia sueca a falar sozinha durante quatro dias, a ponto de desistirem de o contactar. E até agora não se tinha pronunciado. Será que vai estar em Estocolmo, a 10 de dezembro, para a entrega do prémio? “Absolutamente”, respondeu ao jornal britânico, com uma aparente convição inabalável, não fosse ter acrescentado logo de seguida: “Se for possível.”
Apesar de ter resistido a tocar no assunto em público até agora, Dylan revelou que, quando lhe transmitiram a notícia, achou-a “surpreendente, incrível”. “Quem pode sonhar com uma coisa destas?”, soltou.
Então como justifica o silêncio a que se vetou durante duas semanas? – perguntou-lhe a jornalista do Telegraph. “Bom, eu estou aqui”, respondeu Dylan, como se nada tivesse acontecido.