Évora, Loulé, Braga, Alcobaça, Leiria, Torres Vedras, Lisboa, Porto, Funchal, Vidigueira e Faro. São estas as cidades que vão acolher a segunda edição do RHI – Revolution, Hope, Imagination que a partir desta sexta, 18, e durante oito dias, pretende fortalecer e estreitar relações e criar contactos entre programadores, curadores, artistas portugueses, empresas e agentes turísticos. A iniciativa é organizada pelo Arte Institute de Nova Iorque, fundado por Ana Ventura Miranda, que tem como missão promover a cultura contemporânea portuguesa em Nova Iorque e em todo o mundo.
Após uma primeira edição que convidou vários artistas portugueses, como Moçoilas, Moullinex ou Surma, a apresentar o seu trabalho internacionalmente, o RHI procura agora descortinar soluções para a classe artística que tem atravessado dificuldades, tendo em conta a situação atual. Assim, entre palestras e conversas, artistas de todo o País são convidados a discutir as adversidades e desafiados a apresentar soluções, enquanto os membros das organizações ANUARTIS e Vigília Cultura e Artes darão também o seu contributo para a discussão.

Na maioria das cidades, realizam-se igualmente showcases, onde artistas locais são convidados a dar-se a conhecer a programadores e curadores, tanto nacionais como internacionais. Estas performances serão transmitidas em direto através das páginas de Facebook do RHI, Arte Institute e da Antena 3. Da mesma forma, serão apresentados casos de estudo de projetos que desenvolveram ferramentas de modo a que os artistas não parassem as suas atividades durante a pandemia, como é o caso de A Teia e P’la Arte.
No caso dos workshops, estes são focados essencialmente no marketing digital e na dança. André Tentugal é o responsável por dirigir a masterclass de Marketing Digital e Vídeo Low-budget, enquanto que a bailarina Virginia Lensi, do American Ballet Theater, marca presença nas cidades de Alcobaça, Braga e Torres Vedras. Adicionalmente, alguns representantes de empresas vão elucidar, através de exemplos concretos, como construir projetos que sejam relevantes para as empresas, visando desenvolver novas técnicas de trabalho entre os profissionais das artes, cultura e empresas. A Europa Creativa e a AICEP vão dar uma formação relativa a fundos de ajuda europeus e fundos destinados a indústrias criativas.
A entrada é gratuita e aberta ao público em geral, mas necessita de inscrição, devido à redução da lotação por força da pandemia. Os programas, para cada uma das cidades, podem ser consultados aqui, enquanto que para as inscrições existem dois sites diferentes: um para Lisboa, outro para a cidade do Porto. Para todas as restantes cidades, o registo deve ser feito através do email info@arteinstitute.org, sendo que a cidade de Évora já se encontra esgotada.
RHI > 18-25 set > www.rhi-think.com > grátis