Este fim de semana, celebramos a Natureza: o Dia Europeu dos Parques no sábado, 24, e o Dia Nacional dos Jardins no domingo, 25.
Estes dois dias são também os últimos da 14.ª edição do Festival Jardins Abertos, iniciativa que permite conhecer jardins históricos e contemporâneos, apenas alguns dos mais bonitos espaços verdes existentes na capital e que nem sempre estão acessíveis ao público, ainda mais com entrada gratuita. Por exemplo: Cemitério Britânico, Estufa Fria, Embaixada de Itália, Palácio das Laranjeiras, Palácio Fronteira, Procuradoria-Geral da República, o novo MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins ou o Jardim Gulbenkian.
Há dezenas de atividades programadas, entre visitas guiadas, workshops e sessões de jardinagem coletiva. Selecionamos aqui alguns programas em que todos os amantes da Natureza podem participar.
Neste sábado, 24, às 9h, começa um percurso guiado pelo Corredor Verde de Alvalade (ponto de encontro: Parque José Gomes Ferreira, sem inscrição prévia), integrado no projeto CoolNoons e UP2030 e dinamizado pelo Centro de Informação Urbana de Lisboa. No tradicional bairro de Alvalade, ao longo de três horas, explora-se a biodiversidade, a história e o papel deste corredor na mobilidade sustentável e no bem-estar da cidade.

Num outro ponto da capital, nas Avenidas Novas, o Jardim Gulbenkian, construído na década de 1960, segundo um projeto dos arquitetos paisagistas António Viana Barreto e Gonçalo Ribeiro Telles, representa os princípios do desenho do jardim moderno. Às 11h (ponto de encontro: entrada do Edifício Sede), a visita guiada por Ivo Meco parte à descoberta de plantas espontâneas e ornamentais, curiosidades botânicas e culturais sobre várias plantas.
Pensada para as famílias, com crianças a partir dos 4 anos, a oficina Aqui Há Minhocas!, orientada por Joana Proença, às 11h, nos jardins do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta (Campo Grande, 245) promove a aprendizagem sobre o processo de compostagem e o seu papel no ciclo de vida dos jardins.

À mesma hora (11h), outra oficina (a partir dos 14 anos) toma conta do Parque Botânico do Monteiro-Mor, no Largo Júlio Castilho, no Lumiar – uma zona menos explorada de Lisboa. Banhos de Floresta (shinrin-yoku, em japonês) propõe um incursão por este jardim botânico com roseiral, pomar, prados, bosquetes e horta, em que os participantes apenas têm de exercitar os sentidos, a atenção e a concentração. Orientação de Leónia Nunes, Mariana Anjos, Susana Pereira e Zofia Tomczynska. Esta atividade repete-se no domingo, 25, às 15h.

Na parte da tarde, existem outras opções para programas verdes. Uma visita guiada, às 14h30, ao Jardim do Dragão do Centro Científico e Cultural (R. da Junqueira, 30), projeto concebido pelos arquitetos Francisco Caldeira Cabral e Elsa Severino, incluindo às exposições patentes no museu. Ao ar livre, destaque para os bambus, o pequeno lago e uma mandala que convida à meditação. O acesso é feito por ordem de chegada.
O Parque Florestal de Monsanto, conhecido como o pulmão verde de Lisboa, é um orgulho para lisboetas e todos os que moram na capital. São cerca de 900 hectares de terreno, com uma grande variedade de ambientes e de diferentes espécies vegetais, como os ciprestes-do-buçaco (Cupressus lusitanica), o carvalho-português (Quercus faginea), o sobreiro (Quercus suber) e a azinheira (Quercus rotundifolia). A visita guiada Gigantes Verdes, às 15h, é uma oportunidade para olhar bem para cima e saber mais sobre a importância destas árvores gigantes. João Gonçalo Soutinho, presidente e cofundador da Verde – Associação para a Conservação Integrada da Natureza, será o cicerone. Ponto de encontro no Centro de Interpretação de Monsanto e participação por ordem de chegada.
Novamente no Lumiar, o Parque Botânico do Monteiro-Mor, com cerca de 11 hectares, anexo aos museus do Traje e do Teatro e da Dança, conserva a antiga estrutura das quintas de recreio, o jardim botânico, o roseiral, o pomar, os prados, os bosquetes e a horta. Às 15h, parte-se À Descoberta da História do Jardim ao lado de Rui Costa, arquiteto paisagista e responsável pelo parque. Atenção: aqui está a primeira Araucária-de-norfolk (Araucaria heterophylla) a ser plantada em Portugal continental, celebrando 180 anos neste lugar. Esta atividade repete-se no domingo, 25, às 11h.

Criar cores, primeiro, para estampar folhas em tecido branco depois é a missão da oficina O Tanino – Impressão de Folhas em Tecido, às 11h, no Jardim Gulbenkian (ponto de encontro: entrada do Edifício Sede), para crianças a partir dos 5 anos. Durante duas horas, Dália Lourenço ajuda a encontrar as plantas que possuem esse princípio tintureiro e que serão fixadas numa roupa de jardim.
Ao mesmo tempo, num outro ponto do jardim, fala-se de Um Jardim para o Futuro (11h) com a arquiteta paisagista Aurora Carapinha num percurso por si guiado. A entrada do Edifício Sede é o local de encontro; a entrada é gratuita mediante levantamento de bilhete no dia, a partir das 10h.
Tão grande é o Parque Florestal de Monsanto, que há imensos motivos de interesse para explorar. O Dia Aberto LxCRAS, às 14h30, terá Verónica Bogalho a moderar esta conversa sobre conservação e proteção de espécies, centrada na ação do centro LxCras, onde se faz a recuperação de animais silvestres para depois devolvê-los à natureza. Inscrições: lxcras@cm-lisboa.pt.

O workshop de permacultura urbana, às 15h, insere-se no projecto Feed Your Future (CREA) e está integrado no Centro de Recursos DLBC (Associação para o Desenvolvimento Local de Base Comunitária de Lisboa), no Bairro Padre Cruz (R. Rio Cávado, 3), onde as hortas funcionam como um modelo vivo de distribuição de alimentos de forma local e sustentável. João Martins e Inês Coimbra falarão de modelos circulares de baixo impacto carbónico, sistemas agrícolas resilientes, a importância dos polinizadores e as estratégias de gestão sustentável de recursos.
Jardins Abertos > Vários locais de Lisboa > 24-25 mai, sáb-dom > grátis > jardinsabertos.com