
A ideia, diz Nuno Fontes, que gere o Capa na Baixa, “é criar uma cervejaria moderna, mais gourmet”
Rui Duarte Silva
Este restaurante quer ser diferente da casa mãe, o Capa Negra, sem, no entanto, se dissociar da marca nascida há quase meio século e que se tornou conhecida, sobretudo, por causa das francesinhas. “A ideia é criar uma cervejaria moderna, mais gourmet”, explica-nos Nuno Fontes, 35 anos, que partilha com a irmã, Ana, a gestão do Capa na Baixa, aberto desde o início de março, na Praça D. João I, no Porto, quase ao lado do Teatro Municipal Rivoli. Há dois anos que os filhos de um dos sócios do grupo Capa Negra, Amândio Fontes, procuravam um lugar na Baixa onde pudessem aproveitar “o turismo e a tendência do mercado”. “Achámos que, nesta zona, não havia muitas cervejarias com este serviço”, diz Nuno Fontes.
As francesinhas são requisito obrigatório, claro: com ou sem ovo, batata, em pão bijou ou de forma e aqui também em versão míni (na casa-mãe saem, em média, mil francesinhas por dia). O molho picante tradicional é feito diariamente e demora cerca de seis horas até ficar no ponto. Por aqui se conta, numa espécie de jornal posto em cima das mesas, a origem da francesinha: foi criada pelo emigrante português Daniel David Pinto que, depois de ter regressado de Paris, se inspirou no Croque Monsieur e no ditado que dizia que “a mulher mais picante do mundo é a francesa”. Obrigatórios são também os célebres rissóis de carne e de marisco que chegam à mesa logo no início de cada refeição.
Neste Capa na Baixa, piscando o olho aos turistas, quis apostar-se também na cozinha italiana (pizzas variadas, lasanhas e massas) e nas carnes. Há um forno a carvão próprio para cozinhar a posta especial, o entrecosto e a costela de vitela. Além de uma variedade de bifes (pimenta, mostarda, na frigideira e à cortador), alguns típicos “dos antigos cafés, com muito alho”. A carta conta ainda com saladas, sanduíches e, outra novidade deste Capa na Baixa, o cachorro de salsicha fresca. A oferta de vinhos é reduzida, de maneira a que os clientes “apostem na cerveja”. Com 120 lugares, o restaurante tem, ao fundo, uma sala com um jardim interior e luz natural, ideal para os dias mais soalheiros que se avizinham. O Capa na Baixa quer continuar a crescer e levar este espírito de “cervejaria moderna” à zona de Massarelos, junto ao Douro, já em junho, e, depois do verão, também deverá chegar a Vila do Conde, ao pé do núcleo de pesca

A francesinha continua a ser o cartão de visita do Capa na Baixa, embora o novo restaurante também inclua na carta pizzas, massas italianas, bifes e carnes assadas num forno a carvão
Rui Duarte Silva
Capa na Baixa > Pça. D. João I, R. do Bonjardim, 175, Porto > T. 22 332 1020 > seg-qui, dom 11h-24h, sex-sáb 11h-02h