A decisão foi anunciada pela autoridade do medicamento (Infarmed) e surge após vários países europeus também já terem suspendido a administração desta vacina devido a relatos de aparecimento de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas.
Em comunicado conjunto, Direção-Geral da Saúde, Infarmed e task-force da vacinação explicam que “a interrupção temporária” da administração da vacina da AstraZeneca” teve por base o Princípio da Precaução em Saúde Pública”.
“Conforme foi também comunicado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA), estes casos continuam em avaliação pelo Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da agência e ainda não foi possível estabelecer uma relação de causalidade entre eles e a toma da vacina, esperando-se mais resultados durante esta semana”, lê-se.
A mesma nota adianta que “os escassos casos de eventos tromboembólicos notificados no País ao Sistema Nacional de Farmacovigilância têm características clínicas e laboratoriais distintas, de menor gravidade e complexidade, face aos casos reportados a nível da União Europeia que estão em avaliação”.
E quem já foi vacinado?
As autoridades sublinham que “não há motivos de preocupação acrescida para quem já recebeu esta vacina”, uma vez que, tendo já sido administradas mais de 17 milhões de doses desta vacina na União Europeia e no Reino Unido, “os eventos que têm sido reportados são muito raros e representam um número residual entre as pessoas vacinadas”.
O processo de vacinação dos profissionais do setor da educação, dependente de vacinas da AstraZeneca e previsto para o fim-de-semana de 20 e 21 de março, fica suspenso.
Já passa de uma dezena de países que optaram pela suspensão da vacina da AstraZeneca, depois de se terem registado alguns “possíveis efeitos secundários”, tanto na Dinamarca como na Noruega, na última semana.