Como se forma um professor na era da IA?
A questão central da formação docente no século XXI talvez não seja tecnológica, mas antropológica. Que tipo de profissional precisa de ser formado para educar outros seres humanos num mundo onde o conhecimento já não é escasso, mas excessivo
Quanto mais inteligentes as máquinas, mais precisamos dos professores
Talvez o verdadeiro legado da revolução da IA não seja a substituição dos professores. Talvez seja a redescoberta daquilo que eles representam.
Quando as máquinas respondem, quem aprende a julgar?
A rapidez da transformação criada pela IA impressiona. Mas talvez a verdadeira questão não seja tecnológica, mas sim educativa
Saramago e a identidade nacional
Falar de José Saramago é entrar num terreno onde literatura e política se cruzam de forma particularmente intensa: o da identidade nacional. Poucos escritores portugueses contemporâneos suscitaram uma rejeição tão persistente por parte da direita radical e da extrema--direita. Essa hostilidade não se explica apenas por divergências ideológicas. Ela revela uma disputa mais profunda sobre o que é Portugal − e sobre quem tem autoridade para o definir
Habermas (e Freire): a democracia aprende-se
Quando a escola passa a ser vista sobretudo como uma máquina de produzir competências economicamente úteis, perde-se de vista a sua dimensão mais profunda: a formação de cidadãos capazes de participar na vida democrática
Quando a vergonha desaparece: a educação no laboratório da nova direita europeia
Ao reformular currículos, redefinir prioridades educativas ou questionar certos saberes, as políticas educativas contribuem para consolidar novas normas culturais. O que antes era considerado inaceitável torna-se progressivamente banal
Educação: O elogio do choque e o empobrecimento da democracia
Ao contrário dos mercados, a Educação não responde bem a sucessivos choques reformistas. Precisa de tempo, confiança institucional, estabilidade profissional e participação democrática