Lisboa, 11 abr (Lusa) — O assessor jurídico da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Paulo Lourenço, considerou hoje que o princípio de acordo com o Governo “não fica em causa” por não ter sido subscrito pelos clubes que representam 30 por cento das dívidas fiscais.
“Ninguém é obrigado a aceitar o acordo e se houver clubes que não querem nele participar podem seguir o seu próprio caminho ou aquele que for indicado pela Liga”, disse à Agência Lusa Paulo Lourenço, que participou nas negociações em representação da direção da FPF com os o Governo e os clubes que representam 70 por cento das dívidas fiscais do futebol profissional e que aceitaram um princípio de acordo para o pagamento parcial das dívidas por parte da Federação.
Três desses clubes — FC Porto, Benfica, Sporting — participaram diretamente na última negociação, representados pelos respetivos presidentes, que conduziu a esse princípio de acordo, enquanto o Sporting de Braga e o Belenenses só estiveram presentes nas reuniões preparatórias.