Lisboa, 16 out (Lusa) – O secretário-geral do PCP apontou hoje as medidas do Orçamento do Estado para 2012 como “brutais e injustas” e afirmou que será “muito difícil” que o seu partido se abstenha e apelou à mobilização, admitindo uma greve geral.
Numa declaração no final de uma reunião do Comité Central do PCP, Jerónimo de Sousa assinalou que a realização de uma greve geral não depende do seu partido, mas salientou que, mesmo que esta seja convocada pelo movimento sindical, “estamos perante um processo e não perante um desfecho em ato único”.
“Consideramos que o desenvolvimento, a diversificação e a multiplicação das lutas vai ser necessária, mesmo que haja uma greve geral, ela não será com certeza a Batalha de Waterloo, vai exigir com certeza uma continuidade”, frisou, depois de questionado pelos jornalistas.