Aprendi com um jornalista de quem gostava muito que convinha estar atento à imprensa regional para tomar o pulso aos lugares. Nestes últimos dias, quando ainda estava em Lisboa a preparar esta minha semana na Caravana VISÃO, fui lendo um ou outro site da imprensa minhota. Agora que estou no terreno, tenho nas mãos as edições em papel do Alto Minho e do Diário do Minho desta quinta-feira, 26.
O Diário do Minho, com redação em Braga, custa 80 cêntimos e tem 40 páginas. A manchete de hoje é sobre a Rede Urbana para a Competitividade, a Inovação e a Internacionalização, um fundo comunitário cujos novos contratos foram ontem assinados. O diário publica ainda uma entrevista com a eurodeputada Ilda Figueiredo que, a ser eleita pelo distrito de Viana do Castelo, promete deixar Bruxelas e “empenhar-se no Parlamento a defender o Alto Minho, uma das mais pobres regiões da zona euro”. Fico também a saber que, ontem à tarde, houve uma explosão numa obra em Martim, concelho de Barcelos. No seu interior, o Diário do Minho traz um suplemento religioso (estamos em terras de religiosas).
O Alto Minho custa um euro, sai duas vezes por semana e tem 48 páginas. Faz manchete com uma reportagem com a claque do Gil Vicente e, na primeira página, chama também a atenção para (mais) uma história do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, cuja decisão de demolição foi agora anulada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga. “Um dia vem abaixo e no outro fica ao alto”, resume o jornal. Na cabeça da primeira página do Alto Minho, é publicada uma fotografia de um carneiro: uma mulher de 76 anos foi encontrada morta num caminho da freguesia de Afife e a polícia admite que possa ter sido morta por um carneiro.