“Criticamos os miúdos porque vivem agarrados aos telemóveis, mas os pais fazem o mesmo. Cada um fica no seu mundo, mesmo que estejam fisicamente ao lado uns dos outros”

Foto: JCC

“Criticamos os miúdos porque vivem agarrados aos telemóveis, mas os pais fazem o mesmo. Cada um fica no seu mundo, mesmo que estejam fisicamente ao lado uns dos outros”

Por estes dias, Melanie Tavares, 49 anos, anda num virote. E nem a chuva persistente ou a escorregadia calçada portuguesa a impedem de se apresentar impecável, em cima de uns elegantes saltos altos. Ao trabalho de coordenação no Instituto de Apoio à Criança, às consultas que dá na margem sul do Tejo e à sua constante presença televisiva, esta psicóloga, nascida na África do Sul e criada primeiro no Brasil e, mais tarde, em Lagos, acrescenta agora os afazeres relacionados com a publicação De Tanto Sofrer, Esqueci-me de Viver [Planeta, €15,21]. O seu primeiro livro baseia-se numa experiência pessoal para tratar de um assunto tantas vezes esquecido: o trauma.

A escrita sobre o seu episódio traumático foi o ponto final no processo de superação?
Foi um desafio da editora, depois de se tornar público aquilo por que tinha passado. Mas efetivamente, no final do livro, acabei por perceber que estava tudo no sítio certo e que até nem foi doloroso de reviver. Serviu sobretudo para ter a certeza de que tinha corrido bem.

Vou pedir-lhe que repita a história que conta no seu livro. Que trauma foi esse que suscitou tanta coisa na sua vida?
Foi uma amiga que morreu, de repente, ao pé de nós. Éramos todos crianças, estávamos a brincar – nada fazia prever uma situação daquelas. Às tantas, ela parou de brincar, sentou-se e percebemos que não estava bem. Pedimos ajuda a um adulto (foi preciso ali alguma capacidade para pensar, e não fui eu, porque fiquei completamente paralisada, acho que entrei mesmo em choque), levaram-na para o hospital, mas já não houve nada a fazer.

O que lhe aconteceu?
Na altura, não tivemos bem a noção. Terá sido algo como um ataque cardíaco fulminante, um enfarte, um AVC ou qualquer coisa do género. Nunca soube. Acabámos por não ter muito mais contacto com a família, que viveu o luto para dentro. Nem tenho memória nenhuma do que veio a seguir.

Esse acontecimento fez com que percebesse a importância da psicologia, apesar de ter pouco mais de 10 anos?
Foi logo aí. Passado algum tempo, tive muitos episódios de grande ansiedade, medo e ataques de pânico. Tudo era ameaçador, desde um procedimento simples, como ir fazer análises, até ir à praia, apanhar sol.

Que tipo de acompanhamento teve?
Fui sempre acompanhada pelo meu médico de família, que é uma pessoa muito humanista e acolhedora. Deu-me algum suporte, mas depois percebeu que devia procurar a ajuda de um profissional especializado.

Como foi essa experiência?
Correu tão mal… Tive a noção de que estava num desespero enorme, que precisava realmente de alguém que soubesse acolher a minha dor e trabalhá-la.

E o psicólogo não soube fazer isso?
Não conseguiu estabelecer relação comigo, tratou-me como uma adulta, sendo demasiado diretivo nas perguntas e fazendo-me verbalizar e relatar tudo o que tinha acontecido. Não me deu espaço.

Então achou que deveria ser psicóloga?
Foi a partir daí que comecei a desenvolver a ideia de que gostaria de ser psicóloga, pois fui percebendo a importância de ser alguém que pudesse ajudar outras crianças. Ao contrário do que seria o expectável, não foi por me identificar com aquela pessoa.

Depois, encontrou alguém, como procurava, para a ajudar no caminho?
O meu médico continuou a dar-me apoio e fui a um neurologista, mas não voltei a um psicólogo. Só em adulta, já em Lisboa, é que, efetivamente, comecei a ter uma relação terapêutica com um psicólogo, numa fase em que já não tinha que ver com este trauma. Nem quando tive outro episódio traumático – a perda de um primo que era um grande suporte para mim quando já tinha uma vida social mais ou menos normal, limitada por uma educação rígida – consegui um acompanhamento como deve ser.

Como acabou por resolver o seu trauma?
Tinha muitas conversas com o neurologista e com o meu médico e as coisas foram-se organizando. Depois tive um bom suporte da família, porque não fazia aquilo que era expectável numa criança: brincar, ir à praia, fazer amigos. Limitei-me muito.

Foi curioso ter conseguido cumprir esse desejo de ser psicóloga.
Não foi fácil, porque no Algarve não havia o curso de Psicologia e eu estava para vir embora na altura em que perco o meu primo. Fiquei muito fragilizada e comecei a questionar se era capaz de deixar o Algarve. Voltei a ter em mim todos os medos, todas as angústias. E sair de Lagos quando tinha 18 anos, em 1994, não era bem como sair agora. Felizmente, tive o suporte de um casal de primos que vivia em Lisboa – ajudou-me muito a dar a volta e a organizar-me.

Também não se desiludiu com a profissão.
Era exatamente isto que queria. Tive experiências de voluntariado e de estágios muito enriquecedoras. Cruzei-me com pessoas que ainda hoje me acompanham e são uma referência para mim. Fizeram-me acreditar que havia profissionais muito diferentes daqueles que conheci com 10 anos.

Ainda existe preconceito na procura de ajuda psicológica?
Há um grande estigma social em relação à saúde mental, porque achamos que as pessoas que pedem ajuda são fracas, frágeis. No geral, associa-se a depressão, a falta de energia, a uma pessoa preguiçosa que não quer fazer nada. Desde a pandemia que há uma maior aceitação de que efetivamente pedir ajuda é um ato de coragem e não de cobardia. Existem momentos da nossa vida em que precisamos de nos rodear de quem sabe, para aprender técnicas, ganhar ferramentas, para refletirmos, questionarmos, encontrarmos o nosso caminho e voltarmos a viver sem ser apenas focados na dor.

A pandemia foi um marco na saúde mental geral global?
Foi um trauma coletivo, pois ninguém estava preparado para uma adversidade daquelas, durante tanto tempo. Teve consequências graves e ainda vamos estar a vivê-las durante muitos anos, sobretudo os miúdos que não puderam ter alguns rituais de passagem, como o baile de finalistas ou a integração no primeiro ano da escolaridade. Depois, houve pessoas que tiveram de adiar projetos de vida, como um casamento. Já para não falar dos rituais como o funeral, importantíssimo para integrar um luto.

Já passaram cinco anos, mas a memória continua muito presente.
Trata-se de uma herança emocional: quem viveu vai transmitir aos mais novos. Há que pensar ainda nas questões relacionadas com o contacto das famílias, das pessoas que eram figuras de referência, como os avós, em que houve o corte na relação de proximidade, dos cheiros, das rotinas. E depois a angústia que foi a possibilidade de se perder algum ente querido. Houve muita gente que sofreu calada, sobretudo nos casos de violência doméstica ou maus-tratos das crianças.

Nem toda a gente tem dinheiro para fazer terapia, o Serviço Nacional de Saúde não tem capacidade de resposta e os seguros não comparticipam. Como se resolvem essas questões pendentes? Tomam-se comprimidos?
Normalmente, é o que acontece. Começa tudo pelos comprimidinhos no médico de família. A medicação efetivamente alivia o sintoma – às vezes é importantíssima. Quando uma pessoa está num sofrimento profundo, nem conseguimos conversar com ela. Só que a intervenção deveria ser interdisciplinar. Se não trabalharmos as causas, é como irmos ao dentista e pormos ali um compósito no dente, sem se limpar até à raiz – mais cedo ou mais tarde vai doer. Fico angustiada quando vejo pessoas a chegarem no limite à minha consulta.

Não se nasce com nada. Por isso é tão importante a vinculação que estabelecemos com os cuidadores. A forma como investem na criança e como lidam com as suas frustrações e expetativas

Não têm de facto alternativa…
E acabam por tomar essa medicação para serem mais funcionais, para que a rotina não seja comprometida. Com o passar do tempo, o impacto financeiro nos cofres do Estado é maior porque temos imensas baixas médicas por questões de saúde mental, a produtividade baixa, os apoios sociais têm de ser acionados, quando devíamos era investir na prevenção.

As escolas vão passar a ter um psicólogo por 500 alunos, a partir do próximo ano letivo. É suficiente?
O trabalho nas escolas é mais de despiste do que propriamente de tratamento. Mas é importante haver psicólogos a trabalhar as áreas da prevenção primária, nomeadamente de gestão de agressividade, violência, frustração, valores, formas de estar e de ser. E para fazer uma triagem atempada de situações que requeiram acompanhamento psicoterapêutico.

É o tipo de trabalho que faz no Instituto de Apoio à Criança, enquanto coordenadora de mediação escolar?
Essa mediação operacionaliza-se nas escolas através dos Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família. Existem equipas multidisciplinares que fazem acompanhamento aos alunos, em contexto de recreio e em sala de aula, com intervenções de sensibilização para temas que tenham que ver com as necessidades daquelas crianças. Também acompanhamos as famílias, tentando ser um suporte para responsabilizar os pais nas suas funções parentais. De vez em quando, temos alguns que se demitem.

Isso é pedido pela escola?
Sim. Fazemos muitas ações em escolas, quer com pais, professores ou alunos. No ano passado, acompanhámos quase sete mil meninos, de 47 agrupamentos escolares de norte a sul do País. Os problemas que diagnosticámos resolveram-se em 70% dos casos.

A série Adolescência trouxe para a ribalta a questão do cyberbullying. Em que sentido este modo de agredir veio modificar o processo?
Dantes sofria-se de bullying na escola. Saímos de lá, nas férias e fins de semana, e sentíamo-nos seguros. Evitávamos o medo, a humilhação, o confronto com o agressor. Neste momento, as vítimas estão a ser alvo de bullying 24 sobre 24 horas. E enquanto que na escola identificávamos quem nos fazia mal, agora, muitas das vezes, esses bullies não têm rosto, porque, cobardes que são, acabam por arranjar perfis falsos ou até anónimos para ameaçar as vítimas. Além disso, há uma exposição que também transcende a escola. Agora, é mais difícil de identificar, mais difícil de resolver e mais difícil de recuperar a vítima. Eles têm a noção de que uma vez na internet, toda a vida na internet.

Foi preciso uma série para os pais perceberem o que se passa com os filhos?
Andamos há uns 15 anos, pelo menos, a avisar que o perigo está no bolso dos miúdos. No início, dizíamos para supervisionar, para o computador estar na sala. Depois agravou-se, com a internet em qualquer sítio, a qualquer hora.

Tornou-se mais difícil de os pais supervisionarem?
Criticamos os miúdos porque vivem agarrados aos tablets, aos telemóveis, mas os pais têm exatamente o mesmo comportamento. Cada um fica no seu mundo, mesmo que estejam ao lado uns dos outros, no mesmo espaço físico. Acaba-se com a relação, a comunicação e os momentos de estar em família, que implica a partilha de atividades, conversas, angústias, conquistas, sonhos, alegrias, tristezas. E zangas, que também fazem parte de uma família – é mais fácil não se zangarem continuando cada um a viver as suas coisas.

Como atuar em relação àquilo que eles têm no bolso com o mundo inteiro lá dentro?
Começa, como já disse, pelos próprios pais também usarem menos o telemóvel – são os modelos das crianças, que replicam aquilo que veem. Os miúdos organizam-se pela rotina. O que os desorganiza é a falta de limites e de regras.

Há sempre os mais desafiadores…
Para esses, há que ter cuidado redobrado. E, apesar de achar que temos que respeitar a intimidade dos miúdos, em tudo aquilo que ponha em causa ou risco a integridade física ou mental dos filhos, os pais têm de intervir. Se existir algum tipo de suspeita, devemos promover muito diálogo e deixar abertura para que eles também partilhem. Não criticar à primeira, tentar passar uma mensagem que seja pedagógica, estar atento a determinadas alterações de comportamento, como maior isolamento ou maior irritabilidade – tudo o que seja uma alteração àquilo que os nossos filhos são habitualmente. Se acharem que não estão a ser capazes sozinhos, procurem ajuda técnica.

Quais são os principais mitos em relação ao trauma?
Que tudo passa com o tempo. Qual tempo? O tempo de quem? O tempo é o de cada um e pode ser muito mais penoso e duradouro se a pessoa decidir fazer esse percurso sozinha. Também há aquele mito do “é da tua cabeça”. Pois é, mas temos de respeitar o sofrimento do outro, sob o risco de estarmos a afundar a pessoa, a pô-la ainda mais para baixo. O que interessa é como determinado acontecimento impactou em cada um e isso tem muito que ver com a estrutura de personalidade, a educação, o contexto onde se vive, as pessoas que se tem à volta, os amigos que se foram criando ao longo da vida. Ninguém está assim porque quer. Agora, às vezes, é preciso querer muito para sair. Há sempre outra forma de ver a realidade, sobretudo se soubermos ir buscar ajuda, nem que seja de um amigo. 

O seu filho de 22 anos tem necessidades especiais. Foi outro acontecimento traumático para si?
Não acho que tenha sido um trauma. Se calhar consideraria como uma ferida, porque fui desacreditada naquilo que era a minha angústia, a minha premonição, o meu pressentimento. Desvalorizaram-me sempre, porque era psicóloga, porque era ansiosa. Depois tive de projetar a angústia de não ser eterna, o que obriga a uma preparação do futuro. Passado pouco tempo do diagnóstico, engravidei de novo, consciente de que se se confirmasse o mesmo problema genético, teria de fazer uma interrupção, o que veio a acontecer. Foi tudo angustiante e, nessa altura, sim, tive apoio psicológico fundamental.

A autoestima é algo com que se nasce ou trabalha-se?
Não se nasce com nada. Por isso é tão importante a vinculação que estabelecemos com os cuidadores, não necessariamente a mãe ou o pai. Falo da forma como investem na criança e, depois, conforme vai crescendo, a forma como lidam com as suas frustrações e expetativas.

Confunde-se o amor próprio com egocentrismo?
Gostarmos de nós não é vivermos centrados no nosso umbigo, é posicionarmo-nos no mundo como seres únicos e especiais, mas não exclusivos. Quando somos egocêntricos, o mundo gira à nossa volta, não temos a capacidade de empatia, de nos colocarmos no lugar do outro ou percebermos os seus sentimentos. Quando temos autoestima, estamos a cuidar de nós próprios, mas não achamos que somos a última Coca-Cola do deserto, que só nós existimos e que os outros giram à nossa volta.

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