Há imagens que nem o tempo apagará, por mais que as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait ou do Catar se esforcem por fingir que nunca existiram. Como o incêndio no icónico Burj Al Arab, conhecido como o “primeiro hotel de sete estrelas do mundo” (classificação que não existe), projetado para simbolizar o Dubai como a Torre Eiffel representa Paris, atingido por destroços de um drone iraniano.
As petromonarquias do golfo Pérsico não foram ouvidas sobre os planos dos Estados Unidos da América e de Israel para atacar o Irão, mas foram o alvo da esmagadora maioria dos mísseis balísticos e drones lançados pela República Islâmica. Nos 40 dias entre as bombas que mataram o aiatola Khamenei, a 28 de fevereiro, e o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas, o Irão disparou 2256 drones e 563 mísseis contra os Emirados Árabes Unidos – a monarquia federal foi a mais atingida –, enquanto disparava 850 projéteis contra Israel.

