“A democracia não veio em modelo de fábrica, embrulhadinha, pronta para ligar à corrente”

Foto: Luís Barra

“A democracia não veio em modelo de fábrica, embrulhadinha, pronta para ligar à corrente”

Cinquenta anos depois do 25 de Abril, não são muitos os exemplos da entrada dessa data histórica em obras de ficção. Hugo Gonçalves, 47 anos, desenvolveu o seu mais recente romance, Revolução (Companhia das Letras, 480 págs., €19,95) em torno dos últimos anos da ditadura e dos que sucederam à Revolução dos Cravos. Tudo gira em torno de uma família, especialmente de três irmãos (Maria Luísa, Frederico e Pureza) que nos permitem olhar de diferentes ângulos para o período revolucionário. O livro, que nos confronta com o nosso passado político recente ao mesmo tempo que nos mostra como, de algum modo, todas as famílias são iguais, com as suas tensões, contradições e afetos, já vai na terceira edição. O seu autor tem notado que Revolução apela a um público transgeracional e sublinha que nas sessões de apresentação têm aparecido mais jovens do que é habitual.

Nasceu dois anos depois do 25 de Abril. Na escola, recorda-se de ter tido aulas esclarecedoras sobre o assunto?
Entrei para a universidade em 1994, e acho que no 10º ano, ou 11º, ou mesmo 12º, chegámos a falar do 25 de Abril. Lembro-me perfeitamente da minha professora de História falar muito brevemente do 11 de Março e de ter dito algo como “estamos, ainda, demasiado perto para sabermos realmente o que aconteceu nesse dia.” Isso ficou-me. E acho que agora já sabemos melhor o que aconteceu nessas datas.

Pessoalmente, como é que se foi relacionando, ao longo da vida, com o 25 de Abril de 1974?
A minha família não era especialmente politizada. O meu pai era um homem de centro-direita, que votava no PSD. Havia aquele sofisma, que ainda hoje vinga na sociedade portuguesa, de que o 25 de Abril é uma coisa de esquerda. Com o tempo, fui desenvolvendo e descobrindo uma relação emocional com essa data; e pensei muito sobre ela, quase de uma forma psicoterapêutica. Umas das razões para isso tem que ver com gratidão. Tenho noção de que não faria aquilo que faço, e não teria a vida que tive até agora, sem o 25 de Abril. Olho para o meu avô, que esteve emigrado em França, e para o meu pai, que além de ter estado em França foi à Guerra [Colonial], e vejo o gigantesco salto civilizacional entre o Francisco Gonçalves, que nasceu numa aldeia raiana no início do século, e aquilo que me foi disponibilizado… Uma boa parte dessas diferenças deve-se ao 25 de Abril. Não apenas à liberdade, mas à ideia de que a liberdade só podia ser desenvolvida com o progresso, a educação, a saúde. No fundo, estou a falar da construção da democracia. A democracia não veio em modelo de fábrica, embrulhadinha, pronta para ligar à corrente… Sobretudo, depois de 48 anos de ditadura, e com a situação em que estávamos em 1974. Seria ingénuo pensar que poderia haver uma transição sem dores de crescimento, sem exageros, sem as injustiças que se cometeram.

Nota-se que, para a escrita deste seu romance, houve uma grande pesquisa e preparação em relação à História desse período. Descobriu coisas que não sabia e que o surpreenderam? Houve, ainda, lugar para revelações?
Houve, sim. Várias. Eu estava a escrever ficção, e ao colocar-me na pele destas três personagens, irmãos que estão em espetros políticos muito diferentes, com experiências pessoais da revolução muito diferentes, ia pensando e descobrindo uma série de coisas… Como se sentia a mulher de um tipo envolvido nas ações da extrema-direita no 11 de Março, e que tem de fugir para Madrid com ele, apesar de não ter uma posição política bem definida? Como se sente alguém que está prestes a ir para a guerra e que, com o 25 de Abril, descobre que já não tem de ir? Quando fazia estas análises, através das personagens, ia mais fundo do que a mera questão de datas e acontecimentos históricos. Convencionamos que a ditadura acabou no dia 25 de Abril de 1974, porque tem de haver uma data nos livros de História, mas as coisas não acontecem assim. Ela até subsiste, ainda, dentro de algumas pessoas, alguns professores que eu tive, por exemplo, na escola católica em que andei… As coisas não são estanques. Depois do suposto fim do PREC [Processo Revolucionário em Curso], a extrema-direita do ELP [Exército de Libertação de Portugal] matou pessoas, nos anos 80 as FP-25 mataram pessoas…

A democracia tem estes dois elementos: foi preciso coragem para a instituir, mas ela é sempre frágil e vulnerável, não é um destino, um fim, é uma viagem constante

Que aprendizagens foram essas, durante o processo de escrita?
O País estava à procura de um rumo e tanto a extrema-esquerda como a extrema-direita esticaram a corda. Antes de novembro de 1975, nos meses do Verão Quente, havia a “psicose do golpe”, cada extremo achava que o outro estava na iminência de fazer um golpe. E esse foi um período muito mais violento do que nós achamos, porque romantizamos – e bem – o 25 de Abril, dia em que houve só cinco mortes. Mas o período do PREC foi relativamente violento, o que contrasta com a nossa ideia dos “brandos costumes.” Claro que, se nos compararmos com as revoluções do Camboja, da China ou da Rússia, é outra escala… Mas houve porrada, houve mortes, houve uma tentativa, mesmo que pífia e fracassada, do ELP de assassinar o primeiro-ministro, o Pinheiro de Azevedo. As Brigadas Revolucionárias receberam mil metralhadoras do COPCON… No meio disso tudo, acho que a maioria do País percebeu que queria uma democracia parlamentar.

Foi isso que o surpreendeu?
Ia contar uma história muito concreta, relacionada com essa minha ligação emocional ao 25 de Abril, sobre o Salgueiro Maia. Um episódio que se passa naquele momento, que define o rumo da revolução, em que ele se encontra perto do Terreiro do Paço, quando um brigadeiro das tropas do regime dá ordem de fogo duas vezes e dois soldados desobedecem e recusam-se a disparar sobre Salgueiro Maia. A história que sempre ouvi é que ele levava uma ou duas granadas e estava disposto a rebentar-se ali mesmo, recusando-se a ir preso… É um momento decisivo, uma imagem de coragem e bravura. Mas nas minhas pesquisas encontrei uma entrevista que ele deu ao Fernando Assis Pacheco em que ele recorda uma foto muito conhecida do Eduardo Gageiro, tirada segundos depois desse confronto, em que Salgueiro Maia está junto dos seus soldados, um deles fazendo um vê de vitória… Mas ele está circunspecto, e recorda que se vê bem que está a morder o lábio. E porquê? Porque estava na iminência de chorar… Essa manifestação de vulnerabilidade, anos depois, exige tanta coragem como pôr-se, naquela manhã, à frente de um tanque. A verdade pode ser bela, como é neste caso. A democracia tem estes dois elementos: é preciso coragem para a instituir, como foi, mas ela é sempre frágil e vulnerável, exige de nós e das instituições um trabalho diário, não é um destino, um fim, é uma viagem constante. E é por isso que é tão fácil ser atacada e vilipendiada pelos populismos. Há outra história, verídica, que sintetiza isso e que eu até utilizo no livro. Durante o PREC, com esse ar dos tempos de desafiar a autoridade por tudo e por nada, um gajo estacionava mal o carro todos os dias, e fartava-se de levar multas, que não pagava e deitava fora. Até que um dia, o polícia, em vez de lhe deixar uma multa, deixou um papelinho com estas palavras: “Não é assim que construímos a democracia.” E ele nunca mais estacionou mal o carro… Foi um depoimento que li e achei belíssimo. A democracia depende de cada um de nós.

Agora, quase todos os livros têm um marcador da editora. No do seu romance podemos ler uma citação que nos põe a pensar se é uma espécie de leitmotiv, ou moral da história: “Esquerda, direita, revoluções, ditaduras? Tudo passa. As ideologias são como os cortes de cabelo, mudam consoante as modas. Mas há uma coisa que permanece. O caráter. Só o caráter te previne de ser um pulha ou um oportunista em nome de uma ideia”, uma citação da personagem Ricardo Walker, jornalista estrangeiro que cobre o período revolucionário português. Sente que a dicotomia esquerda/direita já não faz assim tanto sentido?
Acredito que o que aconteceu no PREC tem alguns ecos nos tempos de hoje. Mas, para mim, este é, sobretudo, um livro sobre uma família nesse cenário – uma família que é metáfora de um País. Ambos estão em constante mutação. É um mecanismo literário. Mas já percebi que o lado político do livro é uma espécie de incêndio florestal em dia de calor e vento… Tenho ouvido leitores, e as pessoas querem muito falar sobre isso. Têm uma personagem preferida, e muitas vezes leem o livro de acordo com o seu posicionamento político. As ideologias não morrem, é o que nos diz a História e a Filosofia, mas também mudam ao longo do tempo. A questão da “esquerda” e “direita” é algo que não domino totalmente, não estudei Ciência Política. Mas também é verdade que algumas coisas passam de moda… Se recordarmos, por exemplo, os gritos de guerra da época do PREC, muitas coisas parecem-nos exageradas, e daqui a 50 anos acontecerá o mesmo sobre o que dizemos hoje. No meio daquela confusão, acredito que o caráter foi algo que sobreveio.

Sobrepôs-se a outras coisas?
Foi importante para que as coisas tivessem entrado, mais ou menos, nos eixos. Até podes ter ideias um bocado mirabolantes ou estapafúrdias, mas chega um momento em que decides que não vais atrás delas… A personagem da Maria Luísa é um estudo disso. Suspende o seu pensamento crítico e a sua individualidade em função de algo que acha que é uma causa maior. A mortandade da História está cheia de pessoas que acreditaram nisso… Mas, a certa altura, muitas pessoas tiraram o pé do acelerador e pensaram que há coisas mais importantes do que esses sistemas de ideias que as levavam a pintar palavras de ordem em muros e outras coisas do género. Eu acho que o caráter importa. A política é, também, um desafio ético.

Na era da informação, não só estamos muitas vezes desinformados como não percebemos que ‘informação’ não significa ‘conhecimento’ nem, muito menos, ‘sabedoria’

Já no seu livro anterior, Deus, Pátria, Família, se debruçava sobre a nossa História, o século XX português. Estes mergulhos demorados no nosso passado ajudam-no a fazer uma leitura do presente?
Há duas frases feitas que surgem sempre quando falo deste livro. Uma é que quem desconhece a História, arrisca-se a cometer os mesmos erros do passado no presente. E a outra é do Mark Twain, que eu uso no Deus, Pátria e Família: “A história não se repete, mas rima.” Quando escrevi esse romance anterior fui-me deparando com semelhanças entre o que se passou nessa época e o que está a acontecer hoje na Europa. Mas de um modo diferente. O extremismo e nacionalismo não se manifestam hoje da mesma maneira que nos anos 30, mas há semelhanças. Por exemplo, a ascensão de figuras que se apresentam como providenciais e messiânicas, que dizem “só eu é que consigo salvar este país”, que declaram o caos para, depois, se apresentarem como salvadores da pátria. A divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, a demonização do outro como justificação para problemas que são muito mais complexos do que isso. Outra coisa: a ideia de que houve um período em que as coisas eram muito melhores, uma espécie de época dourada. Há dois exemplos de movimentos que fazem isso e que não podiam estar mais afastados: Donald Trump, pensando supostamente nos EUA dos anos 50, e o Estado Islâmico, falando do império que chegava ao Al-Andaluz… Mas eu não escrevo os meus livros a pensar nisso. Sei as capacidades que a literatura tem, mas também lhe conheço as limitações. Não escrevo para mudar o mundo. Para isso, vou ser ativista. Escrevo para entender o mundo. Quando se estuda e se lê livros de História, e não só ficção, acho que ficamos menos vulneráveis à manipulação, aos truques dos farsantes, à espuma dos dias.

Surpreendeu-o que, nos 50 anos do 25 de Abril, um partido como o Chega tenha conseguido 50 deputados no Parlamento?
Não, não me surpreendeu. Porque, lá está, a história não se repete mas rima… Fui sentindo que isso era possível, ouvindo as pessoas. Quando se dizia “ah, esses fenómenos não chegam cá”, ou quando se diz “isso agora não vai mais longe, é uma coisa limitada…”, revela-se desconhecimento da natureza humana, da História e do poder desses mecanismos de atração, que são cativantes, sobretudo em períodos de aparente desordem. Uma desordem que pode ser construída, ateada, ampliada… Os portugueses, hoje, vivem pior do que nos tempos da troika? Não sei, mas hoje têm uma possibilidade de manifestar o descontentamento de uma forma diferente. Nessa altura, houve muitas manifestações, fomos para a rua, as pessoas estavam irritadas. Agora, há um partido e, sobretudo, plataformas, nas redes sociais, que são um recetáculo do descontentamento. Na verdade, são mais do que isso: são como um acelerador de partículas, um potenciador. Na era da informação, não só estamos muitas vezes desinformados como não percebemos que “informação” não significa “conhecimento” nem, muito menos, “sabedoria.” Qualquer pessoa, hoje, recebe mais informação num dia do que um tipo do século XVIII recebia durante meses ou anos… Mas refletimos pouco, estamos sempre a embarcar na polémica seguinte, na emoção seguinte.

Sente que há uma sedução maior dos mais jovens por esses discursos populistas e manipuladores?
Não sou muito pessimista em relação à juventude. Da mesma maneira que há muitos jovens a confundir políticos com celebridades e a seguir movimentos mais extremistas no TikTok, também vemos muitos outros a lutar contra a catástrofe climática ou pelo direito à habitação. Quando desci a Avenida [da Liberdade] no 25 de Abril, uma das coisas que me deixou contente foi ver a quantidade de jovens que estava lá. A História é feita da ideia, muitas vezes repetida de geração em geração, de que a juventude está perdida… Alguma estará perdida, outra está apta para dar os próximos passos fundamentais na história de um país, de um continente, de uma civilização. Mas há um elemento novo aqui, com um poder nunca antes visto: a internet e as redes sociais, com os algoritmos que reagem ao nosso viés político. É como se estivéssemos numa gigantesca experiência psicológica, a nível mundial, que só agora está a ser estudada. E isso nunca aconteceu antes, a televisão não era, de todo, a mesma coisa… A minha esperança é que, como aconteceu noutros momentos da História, depois da novidade e do exagero, comece a haver uma certa parcimónia, um passo atrás, e uma regulação, até a nível individual. Mas, se calhar, isto ainda vai piorar antes de melhorar.

Nestes seus dois livros, totalmente ancorados na nossa História, também houve uma preocupação didática?
Zero. Isso é a morte do artista! Enquanto leitor, não suporto livros em que sinto que o autor me está a dar lições de História. Para isso vou ler livros de História.

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