As autoridades dos EUA adicionaram a DJI e outras sete empresas chinesas à lista do Departamento do Tesouro que elenca as organizações nas quais os cidadãos norte-americanos não podem investir. A penalização surge por se considerar que estas empresas tiveram ou têm um papel na espionagem dos muçulmanos Uyghur, noticia o Financial Times.
A DJI é uma das empresas citadas e que já fazia parte da lista do Departamento de Comércio que elenca as organizações às quais empresas americanas não podem vender componentes sem uma licença especial. A fabricante de drones chinesa foi acusada, na altura, de ter “permitido abusos dos direitos humanos de grande escala na China através da coleção genética abusiva e análise ou monitorização com tecnologia avançada”.
Apesar das sanções impostas agora pela Administração Biden, tentando castigar quem faz parte da máquina de repressão chinesa, os produtos da Huawei e da DJI continuam a estar disponíveis no mercado norte-americano.
Sabe-se ainda que há planos para incluir outras empresas que atuam na região de Xinjiang, nomeadamente do segmento de computação na cloud e de reconhecimento facial, noticia o Engadget.
A DJI, no ano passado, comentou que “nada fez para justificar estar nesta lista de Entidades” e que os “clientes na América podem continuar a comprar e usar os produtos DJI normalmente”.
A Xiaomi já fez parte desta lista de ‘investimentos proibidos’, mas contra-argumentou e o governo norte-americano acabou por retirá-la em maio.
Está a ser votada também uma regulamentação que visa proibir a importação de produtos feitos em Xinjiang caso os fabricantes não consigam provar que não usam trabalhos forçados.