Nem foi preciso esperar pelo apito final para se saber o resultado. Ao minuto 89, no relvado do MetLife Stadium, o jovem Andreas Schjelderup desenhou um passe preciso para o gigante Erling Braut Haaland fazer aquilo que é a sua imagem de marca: desferir um remate seco, violento, que fez a bola entrar no fundo da baliza do Brasil. Estava ditada a eliminação do pentacampeão mundial por uma seleção que passou as últimas três décadas longe dos grandes palcos do futebol.
Surpresa? Em certa medida, para aqueles que ainda olham para o futebol com as lentes do passado, a forma como a Noruega se impôs ao sempre-favorito Brasil pode ser vista como um milagre ou até algo de inesperado. Mas a verdade é que o desporto mudou muito nos últimos anos – em especial, no país nórdico. A vitória sobre o Brasil é, por isso, o manifesto definitivo da Noruega como a mais completa e intrigante potência desportiva da atualidade.