
Os documentos a que a WikiLeaks teve acesso mostram um longo período de espionagem para cada presidente, desde Chirac, que assumiu o cargo entre 1995 e 2007, passando por Sarkozy, presidente de 2007 a 2012, e Holland, o atual responsável máximo francês.
As revelações surgem na sequência de se tornar pública uma relação entre a NSA e a BND, agência alemã de inteligência, ao abrigo das quais as duas instituições ajudavam-se mutuamente a espirar oficiais europeus. Julian Assange, o fundador da WikiLeaks, afirma ainda que tem mais revelações importantes para breve e já se sabe que a fundação quer divulgar perto de meio milhão de documentos nas próximas semanas.
A WikiLeaks explica que as revelações de Snowden mostraram que a NSA espiava a chanceller alemã Angela Merkl, com escutas no seu telefone, mas que estes documentos novos provam que o raio de ação dos espiões americanos é muito mais vasto e inclui outros aliados, noticia a Reuters.
Sabe-se que Hollande convocou uma reunião de emergência no seu gabinete para se avaliarem as consequências da saída da Grécia da Zona Euro em 2012 e que Sarkozy esteve interessado em retomar as conversações de paz entre Israel e a Palestina, sem a intervenção dos EUA. Por agora, não há reações do lado francês, mas já se sabe que o presidente Hollande vai reunir-se com os seus conselheiros durante o dia de hoje.