O exoesqueleto compacto ajusta-se ao tornozelo e permite ao corredor ser mais rápido e dispender menos energia enquanto pratica a atividade. O protótipo desenvolvido em Stanford destaca-se por ser mais pequeno do que os modelos anteriores de exosqueletos produzidos para o mesmo efeito. Esta versão fixa-se à barriga das pernas, tem uma ligação para o calcanhar e uma barra em fibra de carbono do calcanhar para os dedos dos pés.
Durante os testes em passadeira, os cientistas registaram um melhor desempenho por parte dos corredores que usaram o exoesqueleto. A equipa quer, numa versão futura, integrar os motores de auxílio diretamente no auxiliar, mas para já estão mantidos em separado. Os motores não substituem integralmente o esforço de corrida, mas são úteis para dar um impulso e para ajudar a absorver o impacto do choque com o piso, noticia a publicação Extremetech.
Os exercícios foram feitos de dois modos: no primeiro, o exoesqueleto foi usado apenas como uma mola que armazena energia no início do passada e a liberta depois de o dedo deixar de tocar no chão; enquanto no segundo, os motores ajudaram a puxar os cabos que se ligam ao calcanhar para cima, exponenciando os movimentos do pé com este auxílio mecânico. No segundo modo, os cientistas concluem que a corrida foi 15% mais fácil (baseando-se no menor consumo de oxigénio para 11 participantes) e que a velocidade aumentou até 10%.
Os investigadores pretendem que este tipo de aparelhos possam ser usados para percorrer melhor e com menor esforço o último trecho do caminho a pé, depois de se sair da infraestrutura de transportes públicos.