Concluído o primeiro protótipo, os investigadores da Universidade de Coimbra vão concentrar esforços no desenvolvimento de um produto comercial, que permita fazer o diagnóstico de doenças como a diabetes
Requicha Ferreira e Edite Figueiras, investigadores da Universidade de Coimbra, junto ao protótipo do fluxómetro a laser
O protótipo desenvolvido por Edite Figueiras no Centro de Instrumentação da Universidade de Coimbra distingue-se por medir com rigor os fluxos registados nos vasos sanguíneos mais pequenos, que por norma são os mais difíceis de medir.
Para fazer as medições, o fluxómetro recorre a fibra ótica que envia feixes de laser para uma parte do corpo humano em análise, permitindo obter informação resultante da interação com os glóbulos vermelhos. Com este processo, os fluxómetro a laser fica apto a medir a circulação do sangue, mesmo nas camadas mais profundas da pele, informa um comunicado da Universidade de Coimbra.
«Considerando que diferentes doenças afetam, de modo diferente, as várias camadas microcirculatórias, ao medirmos o fluxo sanguíneo presente em cada uma delas, estamos a dar um contributo muito importante para o auxílio dos médicos no diagnóstico e na terapêutica de várias doenças, especialmente na diabetes», explica Edite Figueiras, investigadora que desenvolveu o protótipo do fluxómetro a laser durante o doutoramento em Engenharia Biomédica.
Com as medições do fluxómetro a laser torna-se possível detetar falhas na microcirculação sanguínea, verificar qual a camada da pele que é mais afetada e, eventualmente, receitar o medicamento mais indicado para sanar esse problema.
O desenvolvimento do protótipo, que contou com o apoio da Fundação para Ciência e Tecnologia (FCT) e de organismos interenacionais, deverá prosseguir, tendo por objetivo o lançamento de um dispositivo de diagnóstico no mercado nos próximos tempos.