Pela segunda vez, o CERN escolheu a empresa portuguesa A. Silva Matos Metalomecânica para ajudar no desenvolvimento do maior acelerador de partículas do mundo, o LHC. Desta feita, a empresa de Sever do Vouga produziu quatro reservatórios para armazenamento de hélio para o projeto High Luminosity LHC, numa iniciativa avaliada em 1,5 milhões de euros.
O projeto pretende aumentar o potencial para novas descobertas sobre as leis do universo e os reservatórios ‘portugueses’ são essenciais para o arrefecimento do LHC e para permitir o seu correto funcionamento. Cada um destes reservatórios tem um comprimento de 28 metros, volume de 250 metros cúbicos e pesa 70 toneladas, explica o comunicado de imprensa.
Neste momento, dois dos quatro reservatórios já saíram de Aveiro em direção à Suíça e devem ser instalados no final do mês, enquanto os outros dois saem da ASMM Para França daqui a cerca de um mês.
Pedro Pinheiro, administrador da ASMM, destaca que esta é a segunda vez que a empresa coopera com este laboratório, o que representa um reforço de confiança na qualidade do seu trabalho. “Neste projeto, estamos convictos de que a melhoria do LHC impulsionará importantes descobertas científicas”, realça.
O projeto HL-LHC visa melhorar o LHC a partir de 2025. O objetivo passa por explorar todas as suas potencialidades em 2029, com novas configurações e tecnologias, levando-o a sofrer um aumento significativo de picos dinâmicos de calor. Sabendo-se que é necessário o acelerador encontrar-se a uma temperatura extremamente baixa (próxima dos -271,3 graus centígrados) para funcionar corretamente, consegue-se perceber a razão pela qual os reservatórios da ASMM serão fundamentais.