A Associação Business Roundtable Portugal (BRP) vai financiar um projeto piloto, que tem por objetivo reter talento estrangeiro em Portugal ou chamar de volta portugueses que estejam a residir no estrangeiro, mas a estudar em Portugal. Para já, e por um período de seis meses, este programa incide apenas sobre 12 jovens que tenham acabado o mestrado na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e que tenham até 29 anos de idade.
O programa Inov Contact Reverse passa, assim, a ser mais uma valência do programa de estágios internacionais geridos pelo AICEP, só que desta vez incide também sobre residentes no estrangeiro que estejam a estudar em Portugal e o financiamento privado substitui o financiamento público. Este projeto piloto, que todos esperam tenha capacidade para crescer, resulta de uma parceria entre a BRP, o AICEP e a FEUP.
A FEUP sinalizará os potenciais candidatos e a experiência de 25 anos do AICEP com o programa Inov Contact possibilitará as devidas correspondências das competências dos candidatos às necessidades das 10 empresas que, nesta fase, se propõe receber os estagiários. Estes receberão €888 (o valor indexado aos apoios sociais), acrescidos de um subsídio de apoio ao alojamento.
“Queremos atrair mais e melhores estudantes internacionais, reter talento internacional, contrariar o declínio geracional e expandir a cooperação internacional”, justifica Rui Calçada, diretor da FEUP, que conta atualmente com 2200 estudantes estrangeiros. “Queremos talento com competências internacionais, que tragam novas oportunidades e novas geografias, potenciando a globalização e a internacionalização”, acrescenta Vasco de Mello, presidente da associação BRP, que reúne cerca de 42 grandes empresas que se propõem dar contributos de gestão às PME’s, para que estas possam escalar os seus negócios.
“As nossas empresas precisam de cosmopolitismo”, observa o presidente do AICEP, Luis Castro Henriques, confiante no sucesso deste programa que é “uma aposta na juventude”. Terminados os 6 meses deste projeto piloto, a ideia é alargar o programa, depois de fazer os ajustamentos que se considerarem necessários. “É preciso testar os programas, ver as reações das empresas e ver quais terão condições de se juntar”, argumenta Pedro Ginjeira do Nascimento, secretário geral da BRP.
Do mesmo modo, começa-se pela Engenharia “por ser uma área muito procurada”, mas a ideia é fazer com que outras faculdades ou universidades se juntem ao programa Inov Contact Reverse.