As árvores morrem na lama. E os governos?
Portugal está como essas árvores que, durante anos, pensávamos ser fortes: fragilizado, com todas as suas debilidades à mostra e, nalguns casos, com a confiança no Estado já derrubada
Aviso a mentes distraídas: 66% é o dobro de 33%
Os portugueses elegeram um Presidente e não um comentador. Fizeram-no porque quiseram proteger algo que é muito mais importante do que as audiências de TV, os vídeos no TikTok ou o alcance nas redes sociais: defender o regime democrático e uma postura decente na forma de fazer e encarar a política
André queria três Salazares porque dois Venturas não chegavam para bater Seguro
Indiferente aos prognósticos da bolha mediática e dos remoques de alguns barões das elites partidárias, António José Seguro acabou por consolidar uma imagem de homem de Estado, capaz de inspirar confiança e, algo que, de facto, acabou por fazer a diferença no momento do voto: a decência
"Se um aviso vermelho significa risco de vida, a mensagem deve dizê-lo claramente"
Márcio Santos, criador de uma das maiores comunidades de meteorologia online em Portugal critica a forma como são feitos os avisos de mau tempo às populações. E pede o regresso do “Boletim Meteorológico” às televisões
Prevenção contra o extremismo
A esmagadora maioria das populações mais atingidas foi apanhada desprevenida. Pior: foi mantida na ignorância em relação à força e à velocidade da Kristin
América primeiro e caos logo a seguir
A nova estratégia de defesa de Washington privilegia a defesa do território, encarado com grande amplitude, de forma até incluir o Canadá e a Gronelândia. Mas os focos maiores de conflitos estão mesmo dentro de portas
A lição francesa do mal menor
A política deve ser construída nos valores e não na tática do curto prazo. Quem não perceber isso acabará, mais tarde, por perder o jogo que não quis disputar, mas para o qual teve a oportunidade de ser convocado e ajudar a ganhar – com goleada
Democracia, desdiabolização e o estado do mundo
A grande incógnita é a de saber como é que André Ventura vai aproveitar o posto de líder da direita, que Luís Montenegro vai deixá-lo usar e exibir, sem discussão, até à noite de 8 de fevereiro
A noite eleitoral mais curta do PSD pode tornar-se dolorosamente longa
Luís Montenegro tentou esquecer depressa a derrota nestas presidenciais. Mas os resultados desta primeira volta, e a leitura que ele deles fez, podem persegui-lo por muito mais tempo
Trump vê o futuro com a cartilha do passado
Venezuela, Cuba, Colômbia e até a Gronelândia estão na mira do Presidente dos EUA, que acredita na sua legitimidade histórica para o fazer, com base na chamada Doutrina Monroe. Quem disse que os tempos não voltam para trás?
O voto e a calculadora
Em vez do voto por impulso ou por fidelidade, estas eleições obrigam a que os eleitores pensem mais, façam contas sobre o verdadeiro impacto da sua escolha e as consequências que esta pode ter para a segunda volta
Contra a indiferença, o deixa-andar e o calculismo de conveniência
Precisamos de informação que nos ajude a abrir os olhos, e não para ser consumida como se estivéssemos de olhos fechados
Ataque militar dos EUA à Venezuela passa a invasão e pode tornar-se numa ocupação
Donald Trump admite um segundo ataque, ainda maior do que aquele que permitiu a captura de Nicolas Maduro, anuncia que a sua administração vai gerir a Venezuela enquanto achar que for necessário e ameaça, quebrando um tabu feito em campanha eleitoral, que pode manter tropas americanas no país, até quando quiser
Quatro dúvidas e uma certeza sobre o golpe dos EUA na Venezuela
Se Trump decidiu atacar a Venezuela, quem pode garantir que não fará algo semelhante, um dia destes, na Gronelândia – território autónomo da Dinamarca, membro da NATO e da EU – e para o qual já nomeou um “enviado especial”, com poderes de governador?
Eleições em 2026: O grande teste à democracia
O poder vai continuar na mão dos fortes ou os eleitores vão promover mudanças, num clima em que o populismo cava trincheiras e o protesto dos jovens tem derrubado governos? Neste ano em que se multiplicam eleições nalguns dos países com maior influência global, a democracia estará à prova
Resistir ao pessimismo quando tudo está a mudar
A desconfiança sobre tudo e todos é fomentada para criar ainda mais incerteza e insegurança. Com um objetivo claro: fazer-nos ter medo do futuro
O ano das controvérsias anunciadas
Em 2025, mesmo que inconscientemente, subimos mais um degrau na escalada da irracionalidade coletiva, em que se vulgarizam as tragédias, o horror passou a ser tolerado e a utilização da mentira é compreendida como uma arma normal
O fim da ilusão americana
Nesta segunda passagem pela Casa Branca, Donald Trump aproveitou todos os momentos para exibir a sua antipatia em relação à Europa. E fê-lo, quase sempre, perante a tolerância e a complacência dos líderes europeus
"A Europa e os EUA continuam a ser extremamente influentes, mas já não ditam o ritmo como antes"
Peter Frankopan, historiador, autor de “As Rotas da Seda”, em entrevista à VISÃO
Xi, Trump e Putin no casino da guerra
Oito décadas depois do fim da II Guerra Mundial, voltamos a viver num mundo em que todos os países parecem estar a preparar-se para enviar os seus jovens para a frente de combate
"Roma também ensina o que o poder descontrolado, a complacência e a desigualdade grosseira podem destruir"
Ross King, escritor e autor de “Breve História da Roma Antiga”, em entrevista à VISÃO