Antes da primeira prova, as crianças já estão na arena. Caminham entre os atletas, acompanham os pais, observam os mais velhos. Algumas ainda dormem ao colo das mães durante as apresentações musicais. Ninguém parece preocupado em separá-las da competição. Porque, no Xingu, os jogos da vida acontecem muito antes da corrida, do arco e flecha ou da canoagem.
A segunda edição do evento reuniu mais de 1500 indígenas de 14 povos do Médio Xingu, uma das regiões de maior diversidade étnica da Amazónia brasileira. São povos que mantêm línguas, histórias e formas de organização distintas, mas que partilham uma relação comum com o rio Xingu e a floresta que sustenta a vida no território.
