Em declarações ao Financial Times, Margaret Chan sublinhou que o fim da temporada própria da gripe no hemisfério norte explica o carácter relativamente benigno do foco inicial, mas avisou que pode surgir um segundo mais letal.
Apesar dos últimos dados procedentes do México e de outros países indicarem uma queda do índice de mortalidade, isto não significa, segundo Chan, que a pandemia tenha terminado.
“Esperamos que o vírus vá perdendo força porque, se não for assim, enfrentaremos um foco importante”, explicou.
“Prefiro pecar por excesso do que por defeito de preparação”, adiantou a directora-geral da OMS.
Segundo Chan, a eventual subida do alerta da OMS para o nível seis, que traduz a existência de uma pandemia, não significa necessariamente que esta vá afectar todos os países e todos os indivíduos, com muitas mortes.
A subida do alerta da OMS para o nível seis é mais “um sinal que se envia às autoridades do sector da saúde pública para que tomem as medidas apropriadas”, disse.
Chan explicou que as autoridades mexicanas se mostraram muito cooperantes apesar de se terem visto confrontadas com a tarefa tripla de estender o tratamento às pessoas atingidas, a limitar a propagação do vírus e a analisar os casos registados.
A directora-geral da OMS sublinhou, por outro lado, que a imposição de restrições às viagens são contra-producentes “tendo em conta os testes disponíveis e os conhecimentos científicos”.
Chan elogiou as companhias farmacêuticas pelos esforços realizados e pediu que aumentem as contribuições e forneçam maiores volumes de fármacos e vacinas a preços acessíveis para poder tratar e proteger os mais desfavorecidos.