“Se não fossem as sondagens, estava a correr tudo bem”, admitia-se na comitiva da campanha de Luís Marques Mendes perto da reta final da primeira volta das presidenciais. A frase contém um pouco de ironia porque quem está nas candidaturas sabe bem que “as sondagens valem o que valem”. Mas também um pouco de verdade: a campanha de Mendes não se queixa das ruas, mas a ideia de que os ataques à vida profissional do antigo comentador da SIC podem ter feito mossa paira como uma sombra. Com as caravanas na estrada, as notícias sobre o currículo de Marques Mendes ou os ajustes diretos feitos por Henrique Gouveia e Melo na Marinha perderam impacto, mas os seus estilhaços continuam a sentir-se. Mesmo quando as polémicas servem só para um dos candidatos se mostrar a pairar acima de tudo isso.

Seguro usa “lama” a seu favor
