Em comunicado, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícias (ASPP/PSP) admite ter ficado “atónita” com a proposta de subsídio apresentada, ontem, pela ministra da Administração Interna (MAI), Margarida Blasco, e ameaça com o regresso aos protestos.
O Governo propôs um subsídio entre os 365 e os 626 euros, que teria como referência o vencimento base do diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) e do comandante-geral da Guarda Nacional Republicana (GNR), que é de 5.216,23 euros. Assim, os oficiais passariam a ter um subsídio correspondente a 12% desse valor, os chefes/sargentos de 9% e os agentes/guardas de 7%.
Recorde-se que a plataforma sindical que une os representantes da PSP e GNR têm vindo a reivindicar a atribuição de um suplemento de missão idêntico ao que o anterior Governo de António Costa atribuiu à Polícia Judiciária.
A estrutura presidida por Paulo Santos comunicou que o que foi apresentado “não permite tampouco disponibilidade para continuar qualquer processo negocial”, alertando Margarida Blasco para o “estado de desmotivação e indignação dos profissionais”, quando “acaba de ser ‘lançada uma acendalha’ que poderá dar origem a um fogo incontrolável”. A MAI referiu que “esta é apenas uma primeira proposta e solicitou contributos às estruturas sindicais”.
Os polícias e guardas colocam a hipótese de regressarem às ruas. Em cima da mesa, está a marcação de uma manifestação para o próximo fim de semana de dia 11 ou 12 de maio, apurou a VISÃO. MAI e sindicatos voltam a ter novo encontro no dia 15 de junho.